{"id":30,"date":"2020-10-26T18:48:21","date_gmt":"2020-10-26T18:48:21","guid":{"rendered":"https:\/\/arquiteturabiosfera.escoladacidade.edu.br\/modosdehabitar\/?p=30"},"modified":"2021-04-26T15:43:27","modified_gmt":"2021-04-26T15:43:27","slug":"novos-caminhos-para-a-habitacao-social-reflexoes-sobre-evento-ocorrido-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arquiteturabiosfera.escoladacidade.edu.br\/modosdehabitar\/2020\/10\/26\/novos-caminhos-para-a-habitacao-social-reflexoes-sobre-evento-ocorrido-em-2019\/","title":{"rendered":"Novos Caminhos para a Habita\u00e7\u00e3o Social – reflex\u00f5es sobre evento ocorrido em 2019"},"content":{"rendered":"\n
Novos Caminhos para a Habita\u00e7\u00e3o Social<\/b><\/p>\n\n\n\n
Luis Octavio de Faria e Silva<\/span><\/p>\n\n\n\n Ruben Otero<\/span><\/p>\n\n\n\n Maria Teresa Fedeli<\/span><\/p>\n\n\n\n Reflex\u00f5es sobre as comemora\u00e7\u00f5es dos dez anos do curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o lato sensu <\/span><\/i>Habita\u00e7\u00e3o e Cidade<\/i><\/b>, da Escola da Cidade, em S\u00e3o Paulo, realizadas em Mar\u00e7o de 2019, que contaram com uma exposi\u00e7\u00e3o e mesas de debate. Material a partir da edi\u00e7\u00e3o da grava\u00e7\u00e3o dessas mesas<\/span><\/i> \u00e9 aqui apresentado, de maneira que se possa apreciar princ\u00edpios e prop\u00f3sitos com os quais os alunos daquele curso interagem e refletir sobre essa fundamental quest\u00e3o em nosso pa\u00eds e na condi\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea: Habita\u00e7\u00e3o e sua rela\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o da Cidade.<\/span><\/i><\/p>\n\n\n\n <\/span><\/p>\n\n\n\n \u201cApesar de algumas centenas de milhares de seres humanos, amontoados num pequeno espa\u00e7o, se esfor\u00e7arem por mutilar a terra sobre a qual viviam; apesar de esmagarem o solo com pedras, a fim que nada nele pudesse germinar; apesar de at\u00e9 destru\u00edrem o menor sinal de vegeta\u00e7\u00e3o, arrancando a erva e derrubando as \u00e1rvores; apesar de encherem a atmosfera com o fumo do petr\u00f3leo e do carv\u00e3o: a primavera, mesmo na cidade, era ainda a primavera.\u201d (Leon Tolstoi <\/span><\/i>Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/span>, 1899 primeira parte, cap\u00edtulo 1)<\/span><\/i><\/p>\n\n\n\n Not\u00e1vel a capacidade, por parte de Leon Tolstoi, de compreender o mundo em convuls\u00e3o nas bordas daquela que podemos nos referir como erup\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia moderna na sua fase correspondente ao s\u00e9culo XIX<\/span>. Sua maneira de descrever o que tinha diante de si surge, em seus romances oitocentistas, com acuidade e poesia. Nesse sentido, <\/span>primavera<\/span><\/i>, no trecho aqui reproduzido, se refere \u00e0 esta\u00e7\u00e3o do ano, mas tamb\u00e9m ao renascimento que representa e, de maneira metaf\u00f3rica, \u00e0s possibilidades essenciais que se renovam. Mesmo na cidade devastadora, implac\u00e1vel e cruel, h\u00e1 esperan\u00e7a de uma primavera. Tomando de empr\u00e9stimo as palavras do escritor russo, perguntamo-nos se, de joelhos diante da desigualdade, da falta de seguran\u00e7a p\u00fablica e de bom senso, da dessacraliza\u00e7\u00e3o e mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida e da Terra, da aus\u00eancia de cuidado, como nos lembra Leonardo Boff<\/span>, nossas cidades atuais poder\u00e3o ter uma primavera em que o melhor da possibilidade que representam desabroche.<\/span><\/p>\n\n\n\n Tendo a reflex\u00e3o acima como ep\u00edgrafe e com o objetivo de revolver e atualizar possibilidades para as nossas Cidades e quest\u00f5es quanto a uma parte intr\u00ednseca delas – a Habita\u00e7\u00e3o, uma exposi\u00e7\u00e3o foi aberta na Escola da Cidade no dia 12 de Mar\u00e7o de 2019 e contou com mesas de debates no dia 12 (na inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o), e nos dias subsequentes (13 e 14), com convidados que s\u00e3o refer\u00eancia, dentre eles professores contumazes no curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <\/span>Habita\u00e7\u00e3o e Cidade,<\/span><\/i> cujos dez anos de exist\u00eancia se celebravam.<\/span><\/p>\n\n\n\n A exposi\u00e7\u00e3o (Fig.1) ficou aberta at\u00e9 o dia 29 de mar\u00e7o, com uma pequena amostra de projetos realizados por alunos do curso, durante seus per\u00edodos de atelier, e buscava promover um novo olhar sobre possibilidades na transforma\u00e7\u00e3o de nossas cidades, a partir da constru\u00e7\u00e3o da Habita\u00e7\u00e3o, em um sentido ampliado (ou pleno) de moradia associada a infraestrutura e equipamentos.<\/span><\/p>\n\n\n\n Fig. 1 Foto da exposi\u00e7\u00e3o realizada Na Escola da Cidade, a prop\u00f3sito dos dez anos do curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <\/span>lato sensu<\/span><\/i> Habita\u00e7\u00e3o e Cidade<\/span> <\/span><\/p>\n\n\n\n A exposi\u00e7\u00e3o realizada na Escola da Cidade, acompanhada de mesas de debate, procurou mostrar que continuamente se renova a esperan\u00e7a de uma primavera para nossas cidades. No embalo de falas e desenhos daqueles que s\u00e3o convidados a expor convic\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do Habitat humano entre n\u00f3s (legados e intui\u00e7\u00f5es de caminhos), observa-se a paisagem e a transforma\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica nela realizada, A partir dessa observa\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00f5es propositivas foram empreendidas, sempre no sentido de identificar maneiras apropriadas de cuidar de nossas realidades urbanas.<\/span><\/p>\n\n\n\n Ao se rever a produ\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos de atelier do curso <\/span>Habita\u00e7\u00e3o e Cidade<\/span><\/i>, entendeu-se que se poderia agrupar aquelas prospec\u00e7\u00f5es nas seguintes chaves: <\/span>requalifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas centrais; interven\u00e7\u00f5es em \u00e1reas vulner\u00e1veis; consolida\u00e7\u00e3o das periferias; cria\u00e7\u00e3o de tecido urbano; reprograma\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com as \u00e1guas. Os projetos que foram apresentados na exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o exemplos de investiga\u00e7\u00f5es realizadas por alunos daquele curso quanto a essas chaves, que foram assim entendidas, mas que se interseccionam, n\u00e3o s\u00e3o estanques. Tratou-se de uma pequena amostra de vis\u00f5es – um lampejo de possibilidades que brotaram ao se debru\u00e7ar sobre diferentes paisagens, entendidas como s\u00edtio (geomorfologia, hidrologia e ecossistemas), que maquetes expostas buscaram insinuar, associado a significa\u00e7\u00f5es e, portanto, a uma dimens\u00e3o cultural, da qual certos aspectos poder\u00e3o ser apreendidos atrav\u00e9s de tipos de malha urbana e de ocupa\u00e7\u00e3o percept\u00edveis nas situa\u00e7\u00f5es apresentadas. Os desenhos prospectivos, por sua vez, falam de intui\u00e7\u00f5es, numa esp\u00e9cie de arqueologia de possibilidades latentes <\/span>(Figs 2 a 5)<\/span>.<\/span><\/p>\n\n\n\n <\/span><\/p>\n\n\n\n Fig. 2 Proposta para o Morro do S, realizada pelos alunos <\/span>German Biglia\/Nathalie Artaxo\/Martin Benevides<\/span><\/p>\n\n\n\n Fig. 3 Proposta para o Jardim Paran\u00e1, realizada pelos alunos <\/span>Alline Nunes\/Carolina Fran\u00e7a\/Gabriela Teixeira\/<\/span><\/p>\n\n\n\n Jos\u00e9 Roberto Tricoli\/Mariana Terra\/Raphael Carneiro<\/span><\/p>\n\n\n\n
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