arquitetura e biosfera / habita cidade Thu, 19 May 2022 12:59:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 /wp-content/uploads/2020/12/ico.svg arquitetura e biosfera / 32 32 palestra: Desurbanizar os imaginários, para uma sociedade ecológica pós-urbana /palestra-desurbanizar-os-imaginarios-para-uma-sociedade-ecologica-pos-urbana/ /palestra-desurbanizar-os-imaginarios-para-uma-sociedade-ecologica-pos-urbana/#respond Fri, 06 May 2022 14:48:37 +0000 /?p=1321 Palestra + Roda de conversa que visam questionar os fundamentos da disciplina de urbanismo que seria presa de um modelo de desenvolvimento urbano-industrial insustentável.  Trata-se de um chamado para enxergar o potencial do rural como espaço chave de projetos e estudos. Apresentação da ONG Rizomar e sua atuação na área rural do Sul de Minas Gerais.

com Jérôme Sensier e Victor Mal, da Organização Rizomar (junto à Plataforma Arquitetura e Biosfera/ Escola da Cidade)

28 de Maio de 2022 (sábado) 14 às 17h – presencial na sala 62 da Escola da Cidade (rua General Jardim, 65, Vila Buarque, São Paulo), com a possibilidade de acompanhar no modo remoto.

Programação

Parte I –  Colapso socioambiental, o fim do urbanismo? – 60 min

  1. Grande aceleração e a grande desconexão. a dimensão patológica da urbanização planetária; 
  2. O processos de colapso sistêmico e global;
  3. Urbanismo, um conceito ultrapassado? 
  4. O caso brasileiro, um modelo urbano em crise.

Rodada de impressões – 30 min

  • Como eu me sinto em relação a isso?
  • Até que ponto esse raciocínio coloca em questão minha atuação futura? 
  • Qual poderia ser o papel do arquiteto-urbanista nesse contexto de colapso? 

Parte II – A urgente necessidade de reabitar o campo – 50 min

  1. O que é o Brasil rural hoje? Tendência a ser um deserto demográfico e ambiental 
  2. Propostas de design regenerativo: Permacultura e Biorregionalismo; 
  3. Estudo de caso das Comunidades Rizoma em Baependi MG, exemplo de reocupação do campo do micro (propriedade) até o macro (território).

Chamado – Curso Livre + Participação na Rizomar – 10 min

Rodada de fechamento – Perguntas e Respostas – 30 min

* enviar e-mail para jerome@rizomar.ong.br, com cópia para arquiteturaebiosfera@escoladacidade.edu.br, para inscrição gratuita e preencher formulário confirmação da participação: https://forms.gle/ZhyZz8CtA1RNftkH9

Abaixo ficha completa referente à palestra:

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[ Disciplina Eletiva ] Assessoria técnica para regeneração urbana /disciplina-eletiva-assessoria-tecnica-para-regeneracao-urbana/ /disciplina-eletiva-assessoria-tecnica-para-regeneracao-urbana/#respond Tue, 08 Feb 2022 15:14:14 +0000 /?p=1298 A disciplina está inserida no projeto ECOCIDADE que, desde maio de 2021, tem fortalecido iniciativas de plantio e compostagem, preparo do alimento, e logística de distribuição na região noroeste de São Paulo. A disciplina está organizada, nesse sentido, como uma das frentes do curso do projeto ECOCIDADE (promovido pelo Instituto A Cidade Precisa de Você), iniciado em setembro passado, em que se articula interessados e lideranças locais acerca dos temas direito à cidade, circularidade, saúde e meio ambiente, empreendedorismo, cooperativismo e nesta disciplina eletiva, regeneração urbana. A proposta é a colaboração e assessoria dos estudantes da Escola da Cidade às iniciativas da Brasilândia, no co-desenho e construção de infra-estruturas ecológicas como projetos de compostagem, viveiro de mudas e banco de sementes para o plantio agroecológico, captação de água de chuva e tratamento de águas cinzas e marrons, jardins de chuva para drenagem urbana, entre outros. A ideia é exercitar a justiça socioespacial e climática na prática, colocando a mão na massa para aprender essas tecnologias além de somar a movimentos por políticas públicas e iniciativas privadas de fomento à energia limpa, comida de verdade, biodiversidade e acesso para todas as pessoas aos recursos naturais na cidade.

A ênfase da disciplina, que acontecerá em aulas online em quintas-feiras à noite e sábados de abril e maio em encontros presenciais (ver programação – eventuais alterações serão partilhadas e combinadas com antecedência), está em quatro temas: alimento; saneamento e águas; resíduos e recursos; construção viva. Almeja-se praticar e experimentar com dinâmicas colaborativas de projeto, abrindo espaço para uma pesquisa ativista e pesquisa intervenção, na medida em que a disciplina compõe ensino, pesquisa e extensão, com a parceria com a Plataforma Arquitetura e Biosfera”(/).

Esperamos vocês, se inscreva e participe deste movimento.

Qualquer dúvida, nos envie pelo email ecocidade@acidadeprecisa.org

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Disciplina eletiva “O que tem de natureza na cidade; o que tem de cidade na natureza?” /disciplina-eletiva-o-que-tem-de-natureza-na-cidade-o-que-tem-de-cidade-na-natureza/ /disciplina-eletiva-o-que-tem-de-natureza-na-cidade-o-que-tem-de-cidade-na-natureza/#respond Wed, 18 Aug 2021 22:56:28 +0000 /?p=1288 No primeiro semestre de 2021, conduzimos uma disciplina eletiva na graduação. A intenção foi abrir as frentes de estudos sobre Sociedade e Natureza e como as diferentes acepções desta última conduzem a distintas relações com a cidade e o ambiente construído. Uma vez que os estudos sobre a cidade numa faculdade de arquitetura têm ampla bibliografia abordadas em inúmeras disciplinas, privilegiou-se a discussão sobre naturezas, no plural.

Assim, a disciplina foi organizada em três módulos enfocando cada um um tipo de relação com a natureza: módulo 1 a natureza construída, na qual concebe-se natureza como artifício, produzida pelas sociedades indígenas e nativas, que sob os olhos do branco, pareciam “naturais”; módulo 2 a natureza como recurso, na qual a natureza se apresenta como meio de sobrevivência das sociedades tradicionais e dos saberes de uso sustentado da natureza; e o módulo 3 a natureza como commoditie, na qual a separação da natureza da sociedade urbano-industrial produz um entendimento de exploração da natureza como mercadoria, indicando problemas sociais nessa ruptura.

Os trabalhos individuais dos participantes da disciplina exploraram de forma livre as discussões ensejadas pelos textos e os debates que cada GTP convidado promoveu ao longo do semestre. O GTP Arquiteturas Tradicionais, abordou a retomada Guarani Mbya por seu modo de vida tradicional, denominado Nhandereko, na capital paulista. Já o GTP Arquiteturas Anfíbias apresentou as ações desenvolvidas no Marajó, a relação entre arquitetura, modo de vida e bioma, bem como as dificuldades de crescimento urbano e integração regional foram evidenciadas. Por fim, o trabalho do GTP Lupa de apoio aos movimentos de moradia de atender as condições de segurança dos imóveis aceitou o desafio de refletir sobre a relação das lutas sociais com a importância da justiça ambiental.

Destacamos os trabalhos realizados: “Ciranda Luiz Beltrame: a produção do espaço agroecológico” parte da pesquisa de TCC de Flora Atilano. “Civilização praieira: um ensaio para novas arquiteturas” de Luigi Zorzella Franco. “Que uso da natureza se esconde em nossas cidades: um exemplo de Paris” de Jérôme Andrade. “Relação da cidade com a natureza a partir do rio e do cocô” de Jorge Forjaz. “Cinza das horas” de Júlia Queiroz.

O GE – SoNatas inicia assim seus primeiros estudos e reflexões.

A maioria das aulas foi gravada e está no Canal da Plataforma Arquitetura e Biosfera no Youtube:

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Novos Caminhos para a Habitação Social – reflexões sobre evento ocorrido em 2019 /novos-caminhos-para-a-habitacao-social-reflexoes-sobre-evento-ocorrido-em-2019/ /novos-caminhos-para-a-habitacao-social-reflexoes-sobre-evento-ocorrido-em-2019/#respond Thu, 07 May 2020 15:32:23 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=460 Novos Caminhos para a Habitação Social

Luis Octavio de Faria e Silva

Ruben Otero

Maria Teresa Fedeli

 

Reflexões sobre as comemorações dos dez anos do curso de Pós-graduação lato sensu Habitação e Cidade, da Escola da Cidade, em São Paulo, realizadas em Março de 2019, que contaram com uma exposição e mesas de debate. Material a partir da edição da gravação dessas mesas é aqui apresentado, de maneira que se possa apreciar princípios e propósitos com os quais os alunos daquele curso interagem e refletir sobre essa fundamental questão em nosso país e na condição contemporânea: Habitação e sua relação com a construção da Cidade.

 

“Apesar de algumas centenas de milhares de seres humanos, amontoados num pequeno espaço, se esforçarem por mutilar a terra sobre a qual viviam; apesar de esmagarem o solo com pedras, a fim que nada nele pudesse germinar; apesar de até destruírem o menor sinal de vegetação, arrancando a erva e derrubando as árvores; apesar de encherem a atmosfera com o fumo do petróleo e do carvão: a primavera, mesmo na cidade, era ainda a primavera.” (Leon Tolstoi Ressurreição, 1899 primeira parte, capítulo 1)

Notável a capacidade, por parte de Leon Tolstoi, de compreender o mundo em convulsão nas bordas daquela que podemos nos referir como erupção da experiência moderna na sua fase correspondente ao século XIX. Sua maneira de descrever o que tinha diante de si surge, em seus romances oitocentistas, com acuidade e poesia. Nesse sentido, primavera, no trecho aqui reproduzido, se refere à estação do ano, mas também ao renascimento que representa e, de maneira metafórica, às possibilidades essenciais que se renovam. Mesmo na cidade devastadora, implacável e cruel, há esperança de uma primavera. Tomando de empréstimo as palavras do escritor russo, perguntamo-nos se, de joelhos diante da desigualdade, da falta de segurança pública e de bom senso, da dessacralização e mercantilização da vida e da Terra, da ausência de cuidado, como nos lembra Leonardo Boff, nossas cidades atuais poderão ter uma primavera em que o melhor da possibilidade que representam desabroche.

Tendo a reflexão acima como epígrafe e com o objetivo de revolver e atualizar possibilidades para as nossas Cidades e questões quanto a uma parte intrínseca delas – a Habitação, uma exposição foi aberta na Escola da Cidade no dia 12 de Março de 2019 e contou com mesas de debates no dia 12 (na inauguração da exposição), e nos dias subsequentes (13 e 14), com convidados que são referência, dentre eles professores contumazes no curso de Pós-graduação Habitação e Cidade, cujos dez anos de existência se celebravam.

A exposição (Fig.1) ficou aberta até o dia 29 de março, com uma pequena amostra de projetos realizados por alunos do curso, durante seus períodos de atelier, e buscava promover um novo olhar sobre possibilidades na transformação de nossas cidades, a partir da construção da Habitação, em um sentido ampliado (ou pleno) de moradia associada a infraestrutura e equipamentos.

Fig. 1 Foto da exposição realizada Na Escola da Cidade, a propósito dos dez anos do curso de Pós-graduação lato sensu Habitação e Cidade 

A exposição realizada na Escola da Cidade, acompanhada de mesas de debate, procurou mostrar que continuamente se renova a esperança de uma primavera para nossas cidades. No embalo de falas e desenhos daqueles que são convidados a expor convicções quanto à produção do Habitat humano entre nós (legados e intuições de caminhos), observa-se a paisagem e a transformação antrópica nela realizada, A partir dessa observação, investigações propositivas foram empreendidas, sempre no sentido de identificar maneiras apropriadas de cuidar de nossas realidades urbanas.

Ao se rever a produção dos períodos de atelier do curso Habitação e Cidade, entendeu-se que se poderia agrupar aquelas prospecções nas seguintes chaves: requalificação das áreas centrais; intervenções em áreas vulneráveis; consolidação das periferias; criação de tecido urbano; reprogramação da relação com as águas. Os projetos que foram apresentados na exposição são exemplos de investigações realizadas por alunos daquele curso quanto a essas chaves, que foram assim entendidas, mas que se interseccionam, não são estanques. Tratou-se de uma pequena amostra de visões – um lampejo de possibilidades que brotaram ao se debruçar sobre diferentes paisagens, entendidas como sítio (geomorfologia, hidrologia e ecossistemas), que maquetes expostas buscaram insinuar, associado a significações e, portanto, a uma dimensão cultural, da qual certos aspectos poderão ser apreendidos através de tipos de malha urbana e de ocupação perceptíveis nas situações apresentadas. Os desenhos prospectivos, por sua vez, falam de intuições, numa espécie de arqueologia de possibilidades latentes (Figs 2 a 5).

Fig. 2 Proposta para o Morro do S, realizada pelos alunos German Biglia/Nathalie Artaxo/Martin Benevides

Fig. 3 Proposta para o Jardim Paraná, realizada pelos alunos Alline Nunes/Carolina França/Gabriela Teixeira/

José Roberto Tricoli/Mariana Terra/Raphael Carneiro

Fig. 4 Proposta para o Jardim Colonial, realizada pelos alunos Fernando Soler/Guilherme Dias/Joseph Pons/Ricardo Stern

Fig. 5 Proposta para Casavalle, em Montevidéu, realizada por alunos da Universidad de la Republica, Uruguai,

em paralelo ao atelier do curso Habitação e Cidade na Escola da Cidade,

com enunciado de exercício equivalente e professores que participaram

tanto no atelier em São Paulo como em  Montevidéu

 

Dez anos de curso, dez projetos em cinco chaves: é o que a exposição apresentou para fomentar a reflexão sobre uma desejada primavera quanto à nossa condição urbana, necessariamente fruto de uma civilidade em nossas paragens gestada e que buscamos discernir. É nesse sentido o apelo a pensar em “Novos Caminhos para a Habitação Social”, que se entende como a busca por um Habitat humano em harmonia com ciclos naturais e facilitador de relações comunitárias.   

As três mesas de debate, com homenagem à arquiteta Elisabete França, patrona do curso que completava então uma década de atividades, e confraternização com alunos e professores, fizeram parte da comemoração e também compuseram um seminário que deu início à 11ª edição do curso Habitação e Cidade (2019). Para as mesas, foram propostos como grandes temas: “Movimentos Sociais e Cidade Inclusiva” (na mesa do dia 12), com Edilson Mineiro e Nabil Bonduki como participantes e Ângela Amaral como moderadora; “Políticas Públicas de Habitação” (mesa do dia 13), com Elisabete França e Sérgio Magalhães, moderação de Violeta Kubrusly; ”Projeto de Arquitetura de Habitação Social” com Jorge Jauregui e Marcos Boldarini tendo Maria Teresa Diniz como moderadora.

 

Fig. 6 Edilson Mineiro e Nabil Bonduki, em mesa mediada pela arquiteta Ângela Amaral

 

Edilson Mineiro, em sua fala na primeira mesa (dia 12), enfatizou o valor da participação na produção do Habitat humano e no aprofundamento da Democracia, além de conclamar a formação do técnico com responsabilidade social. São trechos de sua fala:    

 

(…) reconhecer que na construção da cidade, na construção das Políticas Habitacionais, tem que haver o protagonismo dos trabalhadores e das trabalhadoras, das pessoas que vão morar: dos sem teto (no caso dos movimentos de moradia), do favelado (no caso da urbanização de favelas), [que] a dimensão da autonomia dos trabalhadores, do protagonismo das pessoas no processo de construção as cidades, é um valor fundamental (…) para pensar um projeto para o futuro, a despeito de muitas vezes a gente encontrar muita dificuldade para viabilizar o reconhecimento desse protagonismo ou (…) [do] direito da participação.

 

A questão da participação – das pessoas se apropriarem do Estado para [o] tornarem (…) efetivamente público, continua na ordem do dia. Isso não é só uma questão de lógica, não é só um desejo da democracia radical: é uma tática com um efeito prático muito importante. Como exemplo concreto: foi com muita mobilização, com muita participação, que se construiu (…) a ideia de que uma parte do ICMS no Estado de São Paulo tinha que ser destinado exclusivamente para habitação. (…) Hoje essa ideia anda um pouco enfraquecida mas, da arrecadação, algo como 1% (…) é destinado (…) à Política Habitacional.

 

É fundamental, neste momento, a gente ressignificar a ideia de participação, (…) que não é a mesma ideia de participação dos anos 1980, que era basicamente uma participação presencial. Hoje talvez o ideal fosse a combinação de diversas formas de participação: presencial, não presencial, de diversos segmentos da sociedade, não só movimentos organizados, como também da sociedade civil que tem uma força política muito grande, mas esse valor a gente não pode descartar, (…) ele tem a ver com a possibilidade de a gente continuar a fazer a democracia respirar, um valor importante (…) [presente nos] movimentos [sociais], que ampliam essa possibilidade (…). 

 

O processo construtivo, o processo de construção das moradias, deve ser também objeto de uma crítica dura e sutil de que a gente deve respeitar o papel dos profissionais, dos arquitetos; permitir que a gente tenha diversidade de projetos, (…) inovar (…) na produção de habitação, (…) A Política Habitacional precisa contar com esses elementos. A gente faz (…) um esforço para que essa questão da assistência técnica seja (…) sempre debatida, questão que depende de mobilização da sociedade, depende de os profissionais colocarem isso como uma bandeira central, de reivindicação, para não ficar (…) numa lógica puramente mercantil, o que inclusive rebaixa a condição profissional de quem se dedica a essa questão da habitação.

 

Esse debate dos rumos da Política de Habitação na cidade (…) a gente está disposto a fazer (…). Aqui, na Escola da Cidade, a gente tem uma parceria, numa disciplina, em um processo de extensão universitária, em que os alunos estão indo nos mutirões, (…) nos bairros da periferia, aprender com a cidade, e também levar o conhecimento de alto nível que eles têm daqui (…). Para nós, essa parceria é fundamental: essa relação dos movimentos com os conhecimentos produzidos na Academia – (…) tem tudo a ver (…) investir [nisso] (…) no futuro, por que a gente vai fortalecer um ator importante na democracia que são os movimentos sociais e também criar um profissional que tenha na cabeça valores no sentido de afirmar a dignidade da pessoa humana, (…) da distribuição da justiça social, que são valores fundamentais para um novo tempo que com certeza virá. 

 

Nabil Bonduki, na mesma mesa, chamou a atenção para o papel fundamental dos movimentos populares na construção de Políticas Públicas e para o desafio de uma produção massiva de habitação com qualidade e urbanidade:  

 

Nosso objetivo (…) no Laboratório de Habitação era (…) formar lideranças de movimentos populares que fossem capazes de discutir Políticas Públicas. Quando chegavam nos órgãos públicos (…) – ainda [se] estava na ditadura – tinha aquilo que a Marilena Chauí chama de discurso competente, ou seja, o Poder Público dialogava com os movimentos como se (…) [estes] fossem inferiores, como se [o Movimento] não tivesse capacidade de debater Política Pública, não tivesse legitimidade para discutir. (…) A formação de lideranças em movimentos, [junto ao] trabalho que a gente fez (…)  de apoio e de assessoria [técnica], que depois foi continuado por muita gente (…), tinha muito esse objetivo de fazer com que esse ator fosse interlocutor importante no processo de construção de Política Pública, assim como, naquela época, colocar de novo a Arquitetura na questão da Habitação. 

 

No que diz respeito a uma questão nossa, dos arquitetos [em relação à] Habitação – questão que coloquei (…) muito brevemente na conclusão do [livro] “Pioneiros da Habitação Social” [e que] (…) temos que encarar de maneira muito forte (e isso é importante falar em uma pós-graduação (…) preocupada com a questão da Habitação aqui na Escola da Cidade): nós temos que colocar de uma maneira muito concreta a necessidade de (…) compatibilizar a qualidade de projeto com a produção massiva de Habitação. 

 

O problema não é existir a chamada Cidade Tiradentes. Existir um conjunto habitacional, na época muito distante da cidade, muito isolado: o problema não é esse: o problema é a qualidade do projeto de cidade, é sua articulação com o sistema de mobilidade urbana e a falta de uma perspectiva de desenvolvimento urbano que consiga descentralizar os empregos, (…) os serviços, e conseguir, de alguma maneira, que aquilo (…) estivesse, de saída, já integrado na cidade. (…) O que nós temos que pensar em termos de Habitação é como podemos construir cidades a partir do projeto habitacional e produzir cidade de qualidade (…) para um número enorme de pessoas.que precisa ser atendido a partir desse tipo de projeto. 

 

Nos próximos cinquenta anos, muitos pedaços desta cidade terão que ser reconstruídos. E como serão reconstruídos? (…) À maneira como têm sido construídos (…) por aí? [Como em] (…) alguns projetos do Minha Casa Minha Vida, com milhares de casinhas iguaizinhas, de quatro águas, em ruas sem infraestrutura ou infraestrutura mínima? Ou vamos pensar (…) na escala e qualidade que o desafio exige? Quando [se] (…) pensa [sobre] novos rumos para a produção habitacional no Brasil (…), acho que esse desafio está colocado, hoje, de maneira muito clara para os arquitetos, para os urbanistas. (…) Temos que [nos] desenvolver (…) para (…) que quando as condições políticas permitirem que essa produção em escala possa se dar – e isso tem sido cíclico no Brasil – nós tenhamos capacidade para enfrentar esse desafio.  

 

Elisabete França, na mesa do dia 13 de Março, afirmou a posição dos arquitetos como promotores de bons projetos de habitação, que estão intrinsecamente relacionados com a ideia de saneamento básico universalizado. Convoca os arquitetos a trabalharem como servidores públicos ou em situações em que possam agir em consonância com a responsabilidade que têm como técnicos formados através do esforço de todo um país: 

 

A gente trouxe a participação ativa dos escritórios de arquitetura [nos projetos públicos de habitação]. (…) Tínhamos, às vezes, que reassentar pessoas [e] (…) construir unidades habitacionais. Tivemos essa ideia: por que que a gente não pode superar a “fase BNH” – do prédio mal feito etc – e chamar arquitetos para fazer esses projetos? Naquela ocasião, o Abrahão Sanovicz (…) tinha um trabalho muito legal (…) e então montamos uma equipe [sob sua coordenação]. (…) O conjunto habitacional [então construído a partir de projeto da sua equipe] continua hoje com a mesma qualidade (…) [e] os moradores aprimoraram,  na medida de [suas] possibilidades, [os seus] condomínios. Assim se foi criando (…) um corpo de conhecimentos (…). 

 

A perspectiva otimista para o futuro é isso: a gente tem que estabelecer cada vez mais essa força da habitação nos cursos de arquitetura para preparar capacidades técnicas nos jovens que vão atuar, por que no Poder Público tem que convencer gestores – a gente fala mal de prefeitos, governador, mas (…) tem que chegar [e dizer para eles]: “Olha, esse programa é bacana, vai dar ibope, [avança com] o saneamento básico – acho que essa é uma das linhas de prospecção. (…) A coisa é dramática – seis milhões de brasileiros sem tratamento de esgoto. (…) Não é possível um país onde tem gente sem saneamento básico”.

 

[Vocês devem] aproveitar o momento e não desistir. (…) Vocês são jovens, são o futuro (…).Vocês têm uma responsabilidade ética com o país. Um país que está proporcionando que vocês estejam aqui na universidade. Vocês têm que (…) [devolver] esse (…) recurso que o país está investindo em vocês, dando (…) resposta à sociedade. Vão trabalhar em prefeituras, em assistências técnicas, entidades, ONGs: (…) é um mundo de possibilidades de trabalho!

Fig. 7 Sérgio Magalhães e Elisabete França, em mesa mediada pela arquiteta Violêta Kubrusly

 

Sérgio Magalhães, em sua fala, chama a atenção para a cidade com a qual temos que dialogar, cidade feita majoritariamente através do esforço das famílias mais pobres, cuja poupança tem sido a promotora da maior parte da produção de nossas áreas urbanas e que têm contado com pouquíssimo apoio técnico. Arquitetos, representantes da sociedade quanto às decisões sobre a construção de seus espaços, precisam encarar o desafio de lidar com a necessidade de transformar a cidade que temos diante de nós em “uma cidade de convívio pleno, e não a cidade da exclusão, não a cidade dos espaços públicos degradados – ao contrário, a cidade dos espaços públicos bem tratados”.  

 

Quando a sociedade brasileira confere o diploma de arquiteto a quem faz o curso de arquitetura, ela transfere a esse cidadão, a essa pessoa, a incumbência de representar a sociedade nos aspectos que são relacionados à construção do espaço onde as pessoas vão viver.

 

O tema Habitação Social, eu acho que está um pouquinho defasado. Acho que devemos tratar de Habitação. De certo modo, toda habitação é social. Parto das contingências do Brasil, [onde] hoje, talvez, nas grandes cidades (…) 15%, máximo 20%, do que é construído está dentro da regulação oficial. E talvez, 80%, 85% (…) dentro do esforço que as famílias, especialmente as famílias pobres, fazem para se inserirem na vida urbana, através da construção de sua moradia, precária que seja: Habitação é tudo isso. Tratar habitação discriminadamente acho que pode ser até uma certa injustiça com esse conjunto que produziu as cidades brasileiras.

 

Em cada cinco casas construídas no Brasil, quatro foram construídas exclusivamente com a poupança diária de cada família e, portanto, das famílias mais pobres deste país, mesmo neste período atual (…), [com] quatro milhões de domicílios teoricamente produzidos, de 2009 para cá, dentro dos financiamentos oficiais, dos bancos etc, como o Programa Minha Casa Minha Vida. Quatro milhões em dez anos. Nesses dez anos, o Brasil construiu dezessete milhões de domicílios. Onde construíram? Construíram na cidade da precariedade que temos aí: é sobre isso que devemos trabalhar.- é sobre esse conjunto que está nossa dimensão profissional mais efetiva, mais rica, mais recuperadora de condições ambientais, sociais, econômicas, políticas que o país possa desejar.  

 

Nesta geração, que chegará no final dos anos 2030 com quarenta e poucos anos, cinquenta anos – que está hoje com vinte e poucos – esta geração verá o Brasil construído [com] mais de metade dos domicílios que tem hoje: se hoje temos sessenta milhões, urbanos, nós vamos ter mais de cem milhões no final dos anos 2030. Pelo menos mais quarenta milhões de domicílios nesse período. Que serão construídos como? Quais são as Políticas Públicas que permitirão que esses novos quarenta milhões de domicílios sejam construídos adequadamente (…) às condições contemporâneas? Onde estão as Políticas Públicas que vão permitir que a família possa trabalhar, estudar e produzir a sua casa em condições satisfatórias, com um  crédito, que ela precisa ter para construir adequadamente? Como teremos ruas com infraestrutura, transporte adequado, para esses novos quarenta milhões de domicílios? E lembro: esses quarenta milhões de domicílios novos não terão nenhum morador a mais do que temos hoje, isto é, nós vamos crescer mais de 50% nosso parque habitacional sem aumentar a população brasileira. É um outro fenômeno que tem acompanhado essas últimas gerações, que se reflete no tamanho médio da família. Ao reduzir o tamanho médio da família, a mesma população demanda muito mais moradia e cria também uma condição nova que é a necessidade da interação social ser muito mais  efetiva.

 

Para essa família pequena, é necessário uma cidade intensa, uma cidade viva, uma cidade dinâmica, uma cidade de multiplicidade de funções, uma cidade de convívio pleno, e não a cidade da exclusão, não a cidade dos espaços públicos degradados – ao contrário, a cidade dos espaços públicos bem tratados.    

Marcos Boldarini, na mesa do dia 14, coloca a luz sobre a posição do projeto no âmbito das Políticas Públicas. Fala do projeto e da obra como ponta final da Política Pública e movimento de transformação em que os saberes relativos ao ofício do arquiteto são convocados e praticados em conjunto com múltiplos saberes, num processo que interage com dinâmicas complexas e que aponta para melhores condições na vida das pessoas.

 

A gente tem um processo de construção das cidades que nos deixa, hoje, uma condição efetiva, para a qual nós temos uma contribuição a fazer. Essa contribuição, no meu caso, é a contribuição de quem trabalha numa ponta de um processo muito longo, que é o processo de formulação, elaboração, desenvolvimento e aplicação de Políticas Públicas. Acho que às vezes talvez o holofote fique excessivo naquilo que é a ponta final dessa cadeia que é aquilo que efetivamente se materializa como ação que é o projeto, a obra, que é um momento muito importante, mas que não acontece sem que haja energia para que as Políticas Públicas aconteçam.  

 

Isso não quer dizer que eu vá me furtar daquilo que eu posso como profissional contribuir em determinados processos. Acho que essa é uma ressalva importante por que não se faz arquitetura, qualquer que seja ela, sem que você tenha respaldo sob o ponto de vista político, sob o ponto de vista da ação pública. E isso pressupõe, para os que desejam trabalhar nesse meio, compreensão dos processos como eles se dão e também estar atento às mudanças que verificamos. E verificamos essas mudanças no dia a dia, verificamos pela contribuição da Academia, enfim, pela experiência de profissionais, sob a qual a gente lança o olhar, analisa o trabalho. (…) Não se faz arquitetura sem a crítica ao próprio trabalho, (…) sem a reflexão sobre a experiência dos parceiros ou outros militantes, independente de concordar ou não, há que se valorizar esse pressuposto.    

 

Quando você trabalha em qualquer (…) pedaço de cidade, bairro, território, lote, enfim – há sempre a oportunidade (…) de transformar efetivamente determinados contextos sociais, ambientais e que necessitam (…) da contribuição de muitos pares – engenheiros, assistentes socias, geólogos, educadores e assim por diante. Por quê? Por que é complexo, porque é dinâmico e porque é intenso e se transforma o tempo todo. 

 

Acredito que, sem o envolvimento efetivo, sem um processo que compreenda aproximações, a participação de diversos grupos e moradores, sistemas de gestão, que sejam mais eficientes e próximos, se essa condição não se cristalizar no território e nas comunidades de maneira mais intensa (e aí a gente tem uma série de experiências para de novo retornar e olhar para elas e replicá-las com nova roupagem, com nova tecnologia), acho que de novo a gente vai ficar num ciclo vicioso- fazendo e refazendo.  

 

O que é muito sedutor (…) é que essas condições extremas, as condições mais difíceis são as que vão requerer as soluções mais criativas, as soluções ainda não pensadas, aquilo que a cidade informal abre um catálogo de soluções prontas e aplica. É quando a drenagem se faz de maneira distinta, é quando as equações sobre aquilo que é novo construído se faz de outra maneira. Então, há a possibilidade de se criar contextos físicos muito distintos, e a partir dessa atuação, com as contribuições das diversas disciplinas e Políticas, também pensar em constituir situações e arranjos sociais que garantam condições melhores desses grupos,  

 

Fig. 8 Marcos Boldarini e Jorge Jauregui em mesa mediada pela arquiteta Maria Teresa Diniz      

 

Jorge Mario Jáuregui, na mesma mesa, com sua notável capacidade de organização das ideias quanto ao que se fazer diante da condição que se apresenta, traz um conjunto de procedimentos que compõe um método de ação, instrumento oferecido aos colegas que se alinham com ele na busca por caminhos para lidar com as cidades atuais, com seus bairros populares e precariedade, algo que faz com generosidade e profundo senso de responsabilidade. Refere-se a questões fundamentais:

 

Viabilização dos processos participativos, a questão da escuta das demandas que, para mim, é uma questão central. Escuta das demandas e elaboração dos esquemas de leitura da estrutura do lugar, de cada lugar, onde vamos intervir, é o ponto de partida fundamental, do qual vai derivar o esquema urbano que vai ser a espinha dorsal que vai permitir as diferentes Políticas Públicas se integrarem nesse projeto, nessa atuação abrangente, que é basicamente física e social. Infraestrutural urbanístico-ambiental no físico, social que tem a ver com o econômico, cultural e especialmente com Políticas para geração de trabalho e renda, e com, obviamente, o manejo sustentável dos recursos, que sempre são limitados e escassos, muito mais nessas área em que a gente intervém, áreas muito frágeis, onde não devemos não só não destruir os frágeis equilíbrios de existência, senão potencializar, (…) introduzir mais energia através do projeto. Eu sempre defino que isso tem a ver com reconhecer as centralidades existentes e injetar outras novas que possam ressignificar os lugares. essa estratégia é (…) fundamental para poder intervir nesses lugares frágeis.

 

Oito passos relevantes para avançar na direção de uma Política Pública para Habitação de Interesse Social: 

 

  • Primeiro (…), se trata de contrapor um outro modelo de atuação do Poder Público.à Política de Habitação popular baseada na construção de apartamentos ou casas de baixa qualidade, sem sentido estético e de falta de relação orgânica com a cidade, longe das áreas comerciais e de serviços públicos, das fontes de trabalho e com dificuldades de acesso ao transporte público. Isso é uma radiografia do que são essas áreas frágeis.
  • Segundo: é necessário considerar simultaneamente as implicações urbanísticas, isto é, a configuração da dimensão pública para a vida privada, implicações sociais, ou seja, o agrupamento individual que deve ser mais que a soma ou adição de células, devendo resultar na combinação fluida de pequenos coletivos, implicações arquitetônicas, sempre é claro – obtenção de diferenciação na repetição, com volumetrias variadas, e as implicações ambientais, configurar entornos, onde natureza e artifício possam conviver de maneira harmônica. 
  • Outro ponto: oferecer habitações flexíveis, com plantas baixas de uso misto, comércio, locais de trabalho ou serviços. Essa é uma questão fundamental para não ter edificações monofuncionais que empobrecem o tecido urbano. 
  • Outro ponto: Oferecer habitação, não só na pequena escala, mas especialmente núcleos habitacionais com o DNA do urbano, com os quais os habitantes possam se identificar.
  • Outro ponto: Incluir o vegetal como questão estrutural, garantir adequada relação massa verde – massa construída, como falava Lúcio Costa.
  • Outro ponto: mais que habitação, se trata de materializar pólos de desenvolvimento urbano, incluindo outras funções, tais como locais de trabalho, cinemas, hotéis, serviços culturais, em complemento com a iniciativa privada se possível, a partir de um plano urbanístico base, buscando a sustentabilidade dos empreendimentos. Também não é só o Poder Público que tem o poder e a responsabilidade de atuar – também o privado pode fazer sua contribuição.
  • O desafio atual consiste, para mim, em considerar ao mesmo tempo a “forma urbana”, ou seja, os edifícios, os lotes, os quarteirões, as ruas, as praças e os “tipos de construção”, ou seja, as casas, as edificações multifamiliares, as edificações em altura, comércio, serviços etc, com o objetivo de estruturar o processo de transformação urbana. 

Por que o campo de habitação de interesse social é, sem dúvida, o campo do sócio-espacial que mais demandará criação e investigação ao longo do século XXI – muito mais que outras áreas. Todo esforço que se faça, sempre é pouco. 

  • E, finalmente, último ponto que queria abordar: que o projeto de arquitetura de habitação de interesse social implica considerar simultaneamente o ético, ou seja, fazer o que deve ser feito – isso é a ética para a psicanálise – o estético, que implica sempre o desafio do novo e o político, que são as difíceis relações com as estruturas de poder econômico, político, militar, de todo tipo. Nessas difíceis relações com as estruturas de poder, há três tempos que o projeto precisa articular, que são três tempos que não coincidem: o tempo da elaboração do projeto, que tem uma necessidade de maturação própria, não muito mensurável, o tempo da obra, ou seja, o tempo técnico, e o tempo político, que é sempre a urgência de responder às demandas o mais rápido possível.  

 

Acima, reproduzimos trechos das falas dos participantes das mesas de debate “Novos Caminhos para a Habitação Social”, que recebeu oficialmente o selo de evento preparatório da UIA 2020 no Rio de Janeiro – na ocasião, houve transmissão ao vivo pela internet intermediada pela ArchDaily e gravação em vídeo, que passou por edição que aqui apresentamos. 

O vídeo produzido a partir da gravação pode ser acessado através do link:

Algumas informações sobre o curso de Pós-graduação lato sensu Habitação e Cidade, da Escola da Cidade, que concluiu dez anos de existência:

Coordenadores do curso: Ruben Otero; Luis Octavio de Faria e Silva

Coordenadora assistente: Maria Teresa Cardoso Fedeli

Coordenadores em edições anteriores: Anália MMC Amorim (1ª edição do curso); Maria

Teresa Diniz, Marcelo Rebelo, Thiago Barbizan

Professor Assistente: Victor Minghini (2013-2018)

 

Professores que tiveram participação no curso de 2009 a 2018: Acqua Alta; Adrian Gorilik; Adriana Levisky; Agnaldo Farias; Alejandro Echeveri; Alessandro Tessari; Alex Gimenez; Alexandre Delijaicov; Alina Del Castillo; Alvaro Mello; Amanda Morelli Rodrigues; Anaclaudia Rossbach; Ana Isabel Remolina; Ana Elena Salvi; Ana Julia Brandão; Ana Paula Bruno; Ana Paula Koury; Anália MMC Amorim; Andrea Tapia; Ângela Amaral; Aranguren e Gallegos; Arnaldo de Melo; Barbara Hoidn; Barbara Silva; Benedito Roberto Barbosa; Caio Santo Amore; Camila Oliveira; Candelaria Reyes; Carlo Pozzi; Carlos Barrado; Carlos Campuzano; Carlos Franco; Carlos Lemos; Ciro Pirondi; Christian Wertmann; Claus Bantel; Clemencia Escallon; Cristina Brasileira; Daniel Montandon; Domenico Potenza; Domingos Pires; Doron Grull; Edilson Mineiro; Edson Elito; Eduardo Carvalho; Eduardo Subirats; Elaine Cristina; Eleonora Mascia; Eliene Coelho; Elisabete França; Elvis Vieira; Eulalia Negrelos; Eugênio Queiroga; Evaniza Rodrigues; Fabienne Hoelzel; Fabio Ayerra; Fabio Mariz Gonçalves; Fabio Valentim; Fabrizio Rigout; Felipe Noto; Fernanda Barbara; Fernanda Lima; Flavia Nascimento; Flavio Higushi Hirao; Gilson Paranhos; Giovanni Rasetti; Gustavo Rebord; Héctor Vigliecca; Hélène Afanasieff; Helio Olga; Helio Piñon; Heloisa Maringoni; Heloisa Regina; Ignacio Volante; Ines Moisset; Ines Battagin; Irene Rizzo; Isabela Gardes; Jack Couriel; Jaime Gimenez; Jaime Leirner; Jefferson Tavares; Joana Mello; João Marcos de Almeida; Joice Giannotto; Jorge Mario Jauregui; Jorge Wilheim; José Alberto; José Armênio Cruz; José Lira; Jose Maria de Lapuerta; José Rollemberg; Josep Fernando; Josep Maria Montaner; Juan Mascaró; Juan Pablo Aschner; J. Sebastian Bustamante; Julia Mantovani; Juliana F. Armede; Juliano Ximenes; Jurandyr Ross; Karina Alencar; Karina Leitão; Ladislau Dowbor; Lara Barbosa; Larissa Viana; Lea Cavalcanti; Ligia Miranda; Lina Toro; Linsey; Lizete Rubano; Luciano Margotto; Luis Espallargas; Luis Mauro Freire; Luis Kehl; Luis Kohara; Luisa Sassi; Luiz Fernando Fachini; Marcel Sanches; Marcela Samper; Marcelo Faiden; Marcelo Ferraz; Marcos Acayaba; Marcos Boldarini; Maria Cecilia Gorsky; Maria Cláudia Brandão; Maria Luiza M. Granziera; Maria Ruth Sampaio; Maria Teresa Diniz; Maria Teresa Grillo; Marilena Fajer; Marina Rosa; Mario Figueroa; Mario Reali; Mario Yoshinaga; Martha Kohen; Marta Lagrecca; Marta Moreira; Mauro Claro; Michele Manigrasso; Mirela Geiger; Nabil Bonduki; Natalia Castano Cardenas; Natalya Solopova; Newton Massafumi; Nilce Aravecchia; Oscar Santana; Osmar Borges; Paloma Vera; Pascual Ganguotena; Paula Shinzato; Paulo Brazil; Paulo Bruna; Paulo Mendes da Rocha; Paulo Pellegrino; Paulo Pignanelli; Paulo Saldiva; Pedro Araújo; Pedro Salles; Pedro Souza; Pedro Teleki; Pierre Melmerstein; Plinio Tomaz; Rainer Grassman; Rainer Hehl; Raphael Rodrigues; Raquel Rolnik; Raul Vallés; Regina Meyer; Renata Miron; Renata Semin; Renato Cymbalista; Ricardo Buso; Ricardo Caruana; Ricardo Nader; Robert de Paaw; Roberto Sakamoto; Roberto Santos; Rosane Tierno; Rumi Kubokawa; Ruth Verde Zein; Sergio Abrahão; Sergio Ludemann; Sharif Kahatt; Stetson Lareu; Sun Alex; Suzel Maciel; Sylvio Sawaya; Tânia Beisl Ramos; Tassia Regino; Tereza Herling; Thiago de Andrade; Thiago Teixeira; Utpal Sharma, Valdemir Rosa; Valter Fabietti; Vanessa Padiá; Vinicius Andrade; Vitor Paixão; Viviane Rubio; Violeta Kubrusly; Vitalina Bernardete dos Santos; Walkyria M. Paula; Walter Pires; Yopanan Rebello

 

Alunos:

 

2009 – Alberto Luis Nicolav; Alexandre Cordeiro; Antonio Almeida Pires; Betina Roque Lorenzetti; Bianca Languidi; Carolina Bloise; Claudia Franco Roia; Cristiane de Carvalho Fernandez Soncin; Cristiane Dutra Nascimento; Daniel Elie Kalil; Darcy Gebara Ramos Francisco; Elaine Cristina da Costa; Fernanda Gonçalves Moceri; Gerson Koji Yoshizumi; Jéferson Domingues Diniz; Juliana Vargas de Castilho; Leandro GiamasIafigliola; Lucas Alves de Lima Nicésio; Luciano Lucas Galvinas; Luis Fernando Arias Fachini; Luiz Henrique Girardi; Maria Teresa Cardoso Fedeli; Marina Batista da Rosa; Patricia Cristina Ribeiro Manna de Deus; Pedro Cardoso Smith; Priscilla Marques Rodrigues; Rafael Marques Castellar; Renato Schattan; Sergio Dal Maso; Sergio de Paula Leite Sampaio; Ulisses Demarchi Silva Terra; Vanessa Padiá de Souza; Viviane da Silva Rodrigues; Vera Aparecida de Oliveira Mendes

 

2010 – Ana Carolina Nascimento da Silva Oliveira; Andreia Marquis; Beatriz Martinez Gonzalez; Cassio Houang Daher; Consuelo A. Gonçales Gallego; Cristiane Carolino Crisosto Emanuel Cortez; Felipe Augusto Sant’Anna; Karlos Feliphe da Vitória Rupf; Kirsten Mary Larson; Lúcia Annunciato Cabral Pereira; Leonardo Nadolny Nassour; Luiz Fernando de Gasperi Viana; Marcelo Fukushima Patarro; Ricardo Fernandes Adreano Do Couto; Ricardo Miyahara; Roberta dos Santos Martins; Roberto Fontes De Souza; Rodrigo Cesar David;

 

2011 – Ana Lúcia Longato; Bruno de Toledo Sivieri; Carlos Ossamu Shitakubo; Danielle Gomes da Silva; Desy Frezet; Fernanda Marta; Fernando Ferraz Gazzaneo; Fredi Montecinos; Ivan Mazel; Juliana Alves Guimarães; LarissaAraujo de Oliveira; Luciana Ribeiro Lopes; Mariana de Moraes da Fonseca; Miréia Cuerda Alvarez; Noelia Monteiro de Ribeiro; Paulo Henrique Brito; Pedro Campones Rocha Santos; Rafael Estrada Aznar; Ronaldo Pinto; Saulo Ferraz Alves Medeiros; Sheila Naomi Goto; Silvia de Mesquita Rodrigues de Freitas; Silvio Tadeu Vuoto; Solange Giannini; Suzana Leite de Barros Baltar; Vania Cristiane Flores Salinas; 

 

2012 – Alexandre Julien Pierrard; Alice Santoro Belangero; Altemir A. de Almeida; Andreia Pereira de Sousa; Bruna Plantier Castanho; Bruno Paulino da Silva; Camila Haickel da Costa; Carla Meirelles Roxo; Denise Vac; Erika Anchieta de O. Nobre; Euridan Ferreira da Costa; Fabian Eduardo Rodriguez Cristancho; Felipe Mestre Moreno; Fernando Diaz Soler; Flora Maria Groke Campanatti; Gabriela Defilippi Audrá; Guilherme do Carmo Gomes Dias; José Carlos Lima; Josep Pons Miguel; Juliana Barsi de Castro Teixeira; Karina Gabriel Alencar; Lívia Tateyama; Maíra Bauherz; Marcia Cezar ZaccariaEndrighi; Marta Junqueira da Silva; Mirela Cristina Faria Caetano; Paula Rodrigues de Souza; PieraDore; Priscilla De Natale; Ricardo Stern; Samira Manoel dos Santos Lima; Sandra Maria Valéria Patriani; Sarah Rodrigues da Silva; Silvia Costa Monteiro; Vanessa Soledad Rabbia; Victor Martins Minghini;

 

2013 – Ágatha Gonçalves Morare; André dos Santos Ribeiro; Artur Fávaro Mei; Beatriz Polizeli; Caio Marçon Mesquita; Camila Romano; Carlos Antonio Mattos; Cinzia Schiavon ; Clelio Aparecido Leme; Daniela Facchin; Dhiego Magalhães Torrano; Douglas Gomes do Nascimento; Fabiana Kalaigian Kiulhtzian; Fernanda Lie Sakano; German Biglia; Isabela Naiade do Nascimento Gardés; Joan Font Ballesté; Joana Paula Penso; José Ricardo Paoliello Junior; Juliana Drahomiro Gomes; Lara Isa Costa Ferreira; Livia Silva Ribeiro; Lyzandra Machado Martins; Mariana Ribeiro dos Santos; Martin Benavidez; Nathalie Artaxo Santiago Toledo; Patrícia Pereira Fraga da Costa; Sandro De Mauro; Silvio Cesar Riechi; Sylvia da Costa Facciolla;

 

2014 – Aline Cristina da Cunha Silva; Bruno Fonseca Cardoso Andrade; Carolina Aparecida Sousa; Gustavo Franco Garcia Guedes; José Ivonildo Ribeiro da Silva Filho; Lila D’Alessandro; Letícia Leal Costa Pinto; Manuel Moruzzi; Maria Fernanda Arias Godoy; Nielson Fortunato Souza dos Santos; Patrícia Amaral Gurgel Küpper; Renata C. A. Cardoso; Renato Garrido de Barros; Tamires Miranda de Oliveira Tamanini;

 

2015 –Alessandra Regina dos Santos Moreira; Alexandre de Sousa Tenório; Andrea Straccia;Bethania Gonçalves de Souza; Bruna Silva Chacim; Cecília Carrapatoso da Costa; Cláudia Andreoli Muniz; Eduardo Cunha de Toledo Ferrão; Fábio de Oliveira Matos; Fausto Akihiro Chino; Fernando Fayet de Oliveira; Gustavo Prado Fontes; Henrique Utino; Herbert Hideki Yamamoto; Jéssica Nardy Machado; João Vitor de Souza Ferraz da Silva; Julia Peluzzo Lamy de Miranda; Júlio César Alves Ferreira; Leandro Teixeira Zaparoli; Leonardo Resende Gualberto; Lucas Daniel Ferreira; Lúcio Mamede de Souza Filho; Luis Fernando Cáto; Manoella Gabriel Rodrigues; Marineia Lazzari Chiovatto; Mathias Pierre Saboya; Miguel Akio Okada; Monica de Jesus Salomão; Natan da Silva Ramos; Naymi Andirá Christoffel Lobato; Oscar Seiti Chinen; Pedro Fedeli Hirata; Raphael Daibert Gomide; Renata Bonafé Ribeiro; Renato Pereira da Silva; Ricardo Pirondi Gonçalves; Shirlene de Moura Matos; Valquiria Castro Ramos; Vanessa Pereira Cassettare;

 

2016 – Ana Carolina Machado de Oliveira; André Gomes Ferreira da Silva; Bruna Ravagnani Donadeli; Bruna Renata Farine Milani; Cristina Perez Gimenez; Daniel Claudio da Silva Calderón; Fernanda Amadeu da Silva; Josefa Vanúbia Pontes Moreira; Julia Marini; Michele Guillen San Martin Costa; Michelle Hernandes Bashiyo; Pamela Bertozzi; Paula Fernanda Faria Rodrigues; Paulo Bindi Brandão; Raimundo Nonato Borges Junior; Sheroll Martins Silva; Silvio Manoel do Nascimento; Tadeu Lara Baltar da Rocha; Willian Yoshida de Almeida;

 

2017 – Adriana de Lima Sampaio; Aldo Garcia Junior; Alex Honório; Aline dos Santos Souza; Bianca Boreggio Machado; Erica Vilasboas Monteiro Morgado; Esteban Enrique Machuca Cabrera; Guilherme Calió Cicerone; Hellen C Gonçalves dos Santos; Henrique Ortega Perdiz; Joséphine Poirot-Delpech; Juliane Aparecida Neiva Ottoni; Laryssa Kruger da Costa; Ligia Monteiro Silva; Marcia Maria Policastro Pessoa; Maria Fernanda Machado; Mariana de Toledo Ignácio; Patricia Baptista Moreno Martin; Paulo Rogério de Pasquali; Priscila Leonor Piazza; Rafael Mentone de Britto Siqueira; Sidney Carneiro de Mendonça Fernandes; Tales Alexandro Miguel Miranda; Thales Eduardo Sportero Gama;

 

2018 – Alcyr Barbin Neto; Alline Lais Nunes; Ana Carolina Alves Sobral; Ana Sofia Kahl Póvoa; Arthur Martins Tiveron; Camila Campos Tavares Carvalho; Carlos Alberto Dillon Soares Junior; Carolina de França Pereira; Daniela Fajer Rosa; Fernando Thomaz Henriques Junior; Gabriela Princhak Teixeira Pinto; Guilherme Pulice Bernoldi; José Roberto Trícoli; Karen Larissa Santos Lima; Katrin Abdallah Mendonça; Mariana de Jesus Terra; Marina Marques De Nadai; Moisés Caio das Dores; Paula Van Erven; Rafael Abelini de Macedo; Raphael Lahorgue Gomes Carneiro; Raissa Gomes de Oliveira; Renan Leite Galindo da Silva;

 

Áreas de projeto (2009-2018)

Avenida Ipiranga – São Paulo

Bairros Cota – Cubatão SP

Baixada do Glicério – São Paulo

Barra Funda – São Paulo

Bixiga – São Paulo

Cabuçu de Baixo – São Paulo

Cabuçu de Cima – São Paulo

Casavalle – Montevidéu – Uruguai

Cerro de la Cruz – Medellin – Colômbia

Cotia SP

Encanta Moça – Recife

Jardim Colombo – São Paulo

Jardim Colonial – São Paulo

Jardim Cumbica – Guarulhos SP

Jardim Japão – São Paulo

Jardim Paraná – São Paulo

Jurunas – Belém

La Maternidad/ Artesanos – Córdoba – Argentina

Luz – São Paulo

Moóca – São Paulo

Morro do S – São Paulo

Ocupações no Centro – São Paulo

Ouro Verde e Sagrado Coração – Jandira SP

Paraisópolis – São Paulo

Sol Nascente – Ceilândia/ Brasília

Vila Flávia – São Paulo

Xochimilco – Cidade do México

 

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Manifesto por uma agenda socioambiental /manifesto-por-uma-agenda-socioambiental/ /manifesto-por-uma-agenda-socioambiental/#respond Tue, 12 Nov 2019 19:05:40 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=427 Em maio de 2019 a Plataforma habita-cidade, que opera junto à Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, organizou o Simpósio Arquitetura e Desafios Ambientais, em parceria com o gabinete do vereador Eliseu Gabriel, com o objetivo de promover o debate, buscando pensar soluções e caminhos. Este documento, produto do simpósio, visa oferecer insumos àqueles que atuam na construção e transformação do habitat humano e fazer avançar a discussão sobre sustentabilidade de modo a sensibilizar os agentes envolvidos e o público em geral. Mais do que uma carta de recomendações, o documento final aqui apresentado é um extrato do que foi dito no evento realizado na Câmara Municipal de São Paulo.

No Brasil, a mudança de uso da terra, a agropecuária e a energia são responsáveis por mais de 90% das emissões (resíduos e indústria, completam o quadro). Já nas cidades o perfil das emissões muda, sendo a matriz energética preponderante a principal vilã. Assim, o planejamento urbano e a arquitetura devem se associar às ciências da Terra e outras disciplinas, no ímpeto de buscar, de forma colaborativa, o melhor caminho para a harmonização das ações humanas com o planeta. Para que haja um resultado efetivo e uma distribuição justa dos frutos deste esforço, é impreterível que se dê uma dedicação e cuidado especiais às áreas mais sensíveis e às populações mais vulneráveis. O município de São Paulo é um bom exemplo do que não deve ser mais reproduzido; ao mesmo tempo possui uma história de protagonismo nacional e é celeiro de profissionais e voluntários com uma visão de vanguarda dos caminhos possíveis de serem hoje percorridos.

Tal empreitada requer uma estratégia de várias frentes. Uma economia de baixo carbono deve estimular uma inversão das velhas posturas – porém, mais do que uma simples ideia de compensações e recompensas, deve embasar-se na perspectiva de um desenvolvimento humano integral, através do qual se construa uma ética renovada nas relações com o outro e com o planeta. Os novos conhecimentos e ferramentas tecnológicas, ao somarem-se ao resgate de saberes ancestrais, podem possibilitar mudanças sensíveis e efetivas na forma como vivemos e ocupamos o território; um potencial regenerativo pelo qual o paradigma da Abundância possa prevalecer sobre o da Escassez. Por este novo paradigma, devemos criar as condições para um sistema econômico e de produção que gere trabalho digno para todos e produtos que respeitem um uso estratégico, racional e sustentável dos recursos naturais, sem jamais se esquecer da redução da desigualdade social, imprescindível à sustentabilidade.

Uma boa estratégia deve incluir e superar velhas relações de causa e efeito no processo de transformação da cidade. Uma política participativa e interativa já se dá de forma ampla, numa rede de ações independentes através de coletivos, movimentos culturais, iniciativas independentes e instituições de pesquisa. Reconhecê-las e assimilá-las como valiosos colaboradores às diversas instâncias do poder público, além de inequívoco fortalecimento do processo democrático, uma vez que possibilita uma comunicação quase imediata com as demandas em diversas escalas, é dar fluência a importantes processos reguladores inerentes àquilo que hoje compreendemos como um ecossistema urbano, possibilitando maior adaptação e resiliência, numa ecologia que integre natureza e sociedade.

Em um contexto político tão delicado, e cada vez mais polarizado, é de extrema importância não perder a possibilidade de convergências, principalmente em assuntos de tamanha urgência. A sociedade poderá aproveitar a oportunidade para observar e discutir questões programáticas, com o objetivo de resolver os problemas reais que estão se impondo do ponto de vista ambiental e social.

Devemos sustentar com ímpeto e coragem uma visão crítica de que nem o governo atual nem os anteriores deram a importância necessária ao papel estratégico que o meio ambiente tem no desenvolvimento do país e da qualidade de vida nas cidades. De uma coisa sabemos: o ser humano tem um papel decisivo na melhora ou piora do quadro atual.

Grupo Arquitetura e Biosfera (Luis Octavio de Faria e Silva, José Otávio Lotufo, Marcos Galhego, Marius Lopesini, Sidney Fernandes, André Garcia, Rita Buoro, Lucas do Val, Antonio Zellmeister, Luísa Carvalho)

Dentre os participantes das mesas do evento, além dos componentes do Grupo Arquitetura e Biosfera, colocaram-se como signatários do documento aqui apresentado:

Augusto Aneas

Cláudia Visoni

Coletivo Rios e Ruas

Denise Duarte

Eliseu Gabriel

Fabiano Pupim

Guilherme Castagna

Luciana Schwandner

Luiz de Campos Jr

Luiz Marques

Marius Lopesini

Rafael Zanata

Roberto Pompéia

Sylvio Barros Sawaya

Thais Simoni

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Simpósio Arquitetura e Desafios Ambientais /simposio-arquitetura-e-desafios-ambientais/ /simposio-arquitetura-e-desafios-ambientais/#respond Sat, 13 Apr 2019 22:56:42 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=353 ARQUITETURA E DESAFIOS AMBIENTAIS

Responsabilidade ambiental na decisão de projeto de arquitetura e urbanismo

ORGANIZAÇÃO

Plataforma habita-cidade – Grupo Arquitetura e Biosfera

A Plataforma habita-cidade fomenta e organiza ações alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ODS (2030), na perspectiva de defesa da fundamental governança planetária representada pela ONU e seus desdobramentos. São 17 os ODS para transformar o nosso mundo, buscando acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. A Plataforma habita-cidade trabalha com uma agenda socioambiental e opera sob a Associação Escola da Cidade, mantenedora da Escola da Cidade Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. O grupo Arquitetura e Biosfera, da Plataforma habita-cidade, no qual se tem como prerrogativa a defesa da ação humana regenerativa e em sintonia com os ciclos naturais,  é responsável pela organização do simpósio Arquitetura e Desafios Ambientais.

Gabinete Vereador Professor Eliseu Gabriel (Câmara Municipal de São Paulo)

 

LOCAL

Auditório da Câmara Municipal de SP – mesas das 19:30 às 21:30h (2a a 6a)

Escola da Cidade (oficinas no período da manhã)

 

OBJETIVO

O objetivo do Simpósio é o de contribuir para a conscientização, por parte dos agentes transformadores da cidade (arquitetos, construtores, incorporadores e investidores), quanto ao impacto da ação do homem sobre o globo e a necessidade de mudança na maneira como construímos e vivemos. Para tanto, são convidados para debater alguns representantes de diferentes formações, com várias entradas quanto ao grande tema dos Desafios Ambientais.

Ao fim do Simpósio, terá sido produzido um documento que representará uma posição quanto à relação entre projeto e meio ambiente, que poderá dar insumos a instituições relacionadas à construção do Habitat humano e fazer avançar a discussão sobre Sustentabilidade nelas empreendida, sobretudo entidades relacionadas à Construção Civil e a poderes constituídos. A expectativa é a de apontar caminhos alternativos em harmonia com ciclos naturais e de  sensibilizar agentes envolvidos na transformação de nossas realidades urbanas e paisagens de forma geral, no sentido da garantia de uma condição ecológica associada a um Desenvolvimento Humano Integral, no qual são complementares conhecimentos e experiências, para além de categorizações e supostas contradições.

FORMATO DAS MESAS

Perguntas-chave serão feitas aos convidados que terão de 10 a 15 minutos para se posicionarem. Em sequência, o mediador irá propor o debate e será aberta a possibilidade de perguntas entre os convidados. Por fim, perguntas selecionadas pela equipe de apoio dentre aquelas enviadas pela platéia por whatsapp (ou outra mídia a ser definida) serão lidas pelo mediador para os convidados, que poderão avançar com seus raciocínios. Mediadores serão escolhidos no grupo Arquitetura e Biosfera (Ana Maria Lindemberg, André Garcia, Antônio Zellmeister, Guilherme Trevizani, José Guilherme Schutzer, José Otávio Lotufo, Lucas do Val, Luis Octavio de Faria e Silva, Luiza Carvalho, Marcos Corrêa Galhego, Marius Lopesini, Rita Buoro, Sidney Carneiro Fernandes)

 

Mesa 1

Resiliência ecológica frente às Mudanças Climáticas

Perspectivas na Cultura Brasileira

Ao se analisar a questão das mudanças climáticas e a aceleração do processo de aquecimento global, percebe-se a responsabilidade das interferências antrópicas.

Levando-se em conta que as cidades reúnem aglomerações humanas que têm sido agentes poluidores e emissores de gases de efeito estufa, em que medida o planejamento urbano e a arquitetura poderiam colaborar na mitigação desses efeitos, contribuindo para uma condição harmônica e regeneração do planeta?

A mesa traz olhares, a partir de pequeno recorte da sociedade brasileira, que poderão contribuir com suas próprias perspectivas, na construção de um raciocínio coletivo sobre as mudanças climáticas e ações pertinentes no âmbito da Cultura brasileira.

Convidados

Luciana Schwandner Ferreira

Fabiano Pupim

Luciana Travassos

Jerâ Guarani

Roberto Pompéia

 

Temas

Gases de Efeito Estufa e Aquecimento Global

Desmatamento e Desertificação

Biodiversidade e Ciclo das Águas

Parâmetros de Projeto e de Políticas Públicas

Ações humanas e equilíbrio no planeta

 

Perguntas-chave

Qual a compreensão dos fenômenos relacionados ao Aquecimento Global no âmbito de sua atuação? Frente às questões atuais em curso (desastres naturais, perdas humanas , perdas na agricultura e economia), que tipo de ação protegeria melhor as populações mais vulneráveis às mudanças climáticas na cidade e no campo?

Quais devem ser, no âmbito de sua atuação, os parâmetros para a ação humana no planeta, adequados para enfrentamento dos fenômenos resultantes do Aquecimento Global?

Pensando em uma atuação transdisciplinar, hoje tão necessária, como entrelaçar as Ciências da Terra , ou Ambientais , com a Arquitetura e Planejamento urbano, para redução dos impactos causados pela ação humana?

 

Mesa 2

Mercado de Carbono

A mesa vai em busca de uma compreensão sobre como se inserir, de maneira efetiva, na transformação antrópica, a questão da responsabilidade quanto aos seus impactos no planeta. A ideia é discutir o instrumento representado pela Economia de Carbono e também entender em que medida se pode assumir em relação a ela uma postura pró-ativa, tendo em vista suas vantagens e limites, além de possibilidades complementares para se aferir impactos e inverter posturas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Convidados

Juliana Campos

Paulo Saldiva

Marcelo Cardoso

Marius Lopesini

 

Temas

Protocolos da ONU: de Kyoto a Paris

Economia de Baixo Carbono

Saúde humana e cuidados com o planeta

Consultoria e Arbitragem Ambiental

Modalidades de Contabilidade de Carbono

 

Perguntas-chave

Até que ponto o Mercado de Carbono poderá ser acionado no sentido de uma relação harmônica entre os seres humanos e os ciclos naturais?

Que parâmetros objetivos poderão ser adotados pelos agentes transformadores, em especial arquitetos e urbanistas, ao fazer uso da Economia de Carbono no sentido de uma condição harmônica no planeta?

 

Mesa 3

Ética e Sustentabilidade

Discussão sobre o significado profundo e pertinência dos parâmetros presentes nas estratégias frente às mudanças climáticas e questões referentes ao cuidado com o meio ambiente. Coloca-se a luz sobre a ideia de compensações e recompensas e até que ponto são efetivas quanto ao sentido do que se pretende reverter e defender. A partir da ideia do planeta como um composto integrado litosfera-hidrosfera-atmosfera-biosfera, parâmetros e ênfases são colocados em cheque. A mesa traz a discussão sobre a pertinência de certificações ambientais na perspectiva de um Desenvolvimento Integral Humano e sua relação com o espaço construído e paisagens transformadas, tendo os saberes associados à Arquitetura como pano de fundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Convidados

Prof. Eliseu Gabriel

Sylvio Barros Sawaya

Luiz Marques

Denise Duarte

Alejandra Devecchi

 

Temas

Ética e recompensa nas compensações ambientais

Projeto sustentável: do edifício à cidade

Certificações ambientais

Arquitetura e Cidade como Serviços Ecossistêmicos

 

Perguntas-chave

As estratégias de compensações ambientais têm sido eficazes no sentido profundo do que se tem como objetivo, a saber, um Desenvolvimento Integral Humano em harmonia com ciclos naturais?

Como se pode pensar nas cidades e em seus edifícios de maneira a que sejam regenerativos quanto ao meio ambiente?

Quanto a projetos para a utilização de recursos do planeta, Ética tem sido entendida como associada a cuidados com o meio ambiente?

 

Mesa 4

Ecologia nas Tecnologias Digitais

Há atualmente inovações que prometem impactar profundamente a forma como vivemos e ocupamos o território: aplicação do método agroflorestal na produção de madeira para a construção civil em escala global, com a alocação de nosso potencial de mão de obra no campo, tecnologias alternativas e novas formas de gerar e armazenar energia, novos conceitos de mobilidade, novas maneiras de lidar com nossos recursos naturais etc. O debate desta mesa coloca a luz sobre o protagonismo de novas ferramentas digitais nesse contexto, pelo grande potencial que elas têm de fomentar novos processos de governança, além de irem ao encontro de duas premissas que deveriam nortear todas nossas ações: “Inverter a marcha da destruição do planeta e inverter o processo cumulativo de geração da desigualdade”, como definiu o economista Ladislau Dowbor.

O ponto de partida para o debate é o como lidar com o residual, o desprezado, o que sobra, o que é desvalorizado e desperdiçado. Como a água da chuva, nossos resíduos, nosso esgoto, nossos passos, nosso esforço físico em substituição à força motorizada e esforço coletivo para sermos ecologicamente sustentáveis. Coisas que, graças a novas tecnologias, podem ser mensuradas, tokenizadas, agrupadas em cadeias de bloco, criptografadas e inclusive monetarizadas. Há um potencial regenerativo nesses processos, que pode fazer prevalecer o paradigma da Abundância sobre o da Escassez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Convidados

Pedro Moraes

Luiza Crosman

Rafael Zanatta

Pedro Markun

Thais Simoni

 

Temas

Perspectiva ecológica nas Tecnologias digitais

Novas estratégias

Mineração virtual

Resíduos como Recursos

Novos arranjos nos espaços do Habitat humano

 

Perguntas-chave

Como será possível alinhar as tecnologias digitais (em todo seu sistema) com a intenção de um Desenvolvimento Humano Integral em sintonia com os ciclos naturais, levando em consideração desafios quanto a desequilíbrios de raça, gênero e classe? Quais ações e instrumentos contemporâneos relacionados às tecnologias digitais podem ser vistos como passos nesse sentido?

No seu entender, a organização dos espaços tanto nos edifícios como na cidade e território se altera com uma utilização das tecnologias digitais? Que tipo de desdobramento no meio ambiente e no desenho dos espaços podemos esperar disso?

As tecnologias digitais podem nos ajudar a agir coletivamente, fora do âmbito da inércia do Estado e do Mercado, para impedir impactos ambientais e socioeconômicos,?

Em que medida essas novas tecnologias estão em sintonia com os desafios ambientais que temos diante de nós? Que contradições precisam ser enfrentadas? Quais são os empecilhos para nos apropriarmos do potencial regenerativo das novas tecnologias digitais?

 

mesa 5

Ativismos Verdes

Por uma Civilidade Ecológica

Algumas demandas importantes levantadas por diversos grupos e coletivos começam a constituir uma ampla rede de ações urbanas e periurbanas aqui denominadas de ativismos verdes. As comunidades humanas são componentes fundamentais em ecossistemas urbanos e as ações antrópicas, sabemos, podem ser tanto nocivas como contribuírem para a saúde de um ecossistema. Os ativismos verdes, portanto, podem ser compreendidos pelo menos em dois sentidos: primeiro como um tipo especial de ativismo que atua nos assuntos relacionados ao meio ambiente; mas também, e principalmente, como um conjunto de componentes humanos e processos socioculturais dentro do próprio ecossistema onde existem e atuam. A partir dessa perspectiva podemos reconhecer nesse tipo de ativismo uma função ecossistêmica reguladora, na medida em que desempenha ações de transformação e resiliência. Se cada ação dos ativismos verdes tem sua especificidade, podemos dizer que de um modo geral trabalham em conjunto na medida em que estão a criar, no interior de uma cultura nociva ao meio ambiente, uma nova cultura (ou contracultura) ecológica, que tem como meta diluir o atual conflito entre natureza e civilização.

Convidados

Luiz de Campos Jr

Cláudia Visoni

Cristine Takuá

Guilherme Castagna

 

Temas

Paisagismo produtivo – agricultura urbana, florestas urbanas, purificação do ar

Manejo ecológico das Águas

Permacultura

Coletivos e Trabalhos Comunitários

Civilidade ecológica

 

Perguntas-chave

Que nova condição é possível vislumbrar a partir do que defendem os ativismos verdes?

Quais os limites do que se tem defendido? Como convencer sobre a necessidade de abandono de atitudes que se mantém por inércia e apego a estruturas em operação?

Como a reinterpretação de procedimentos das Culturas tradicionais face ao planeta poderá dar insumos para essa nova condição pretendid

 

 

 

 

 

Currículos

 

Mesa 1

Fabiano do Nascimento Pupim

Professor Adjunto do Departamento de Ciências Ambientais na Unifesp, pesquisador/orientador no Programa de Pós-graduação em Geoquímica e Geotectônica da USP. Formado em Geografia, com mestrado e doutorado em Geociências e Meio Ambiente (Unesp – Rio Claro) e período de estágio sanduíche doutorado na University of Vermont (EUA). Atuou como pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP) e no Department of Earth Science and Engineering do Imperial College London (UK). Membro do grupo de pesquisa “Sistemas Fluviais e Meio Ambiente” (CNPq), tem como principal tema de pesquisa a “Resposta dos sistemas fluviais as mudanças ambientais”, onde utiliza de técnicas geomorfológicas, cronológicas e de geoprocessamento para investigar a dinâmica e evolução das maiores áreas úmidas da América do Sul, como Amazônia, Pantanal, Llanos Orientales da Colômbia e os rios Paraná, Tietê e São Francisco.

Luciana Travassos

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1999), mestrado e doutorado em Ciência Ambiental pela mesma universidade (2005 e 2010). Professora do Bacharelado em Planejamento Territorial da Universidade Federal do ABC. Foi assessora da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, USP, do Instituto Mauá de Tecnologia e do Centro Universitário FIAM/FAAM e pesquisadora do Laboratório de Urbanismo da Metrópole, LUME-FAUUSP.

Luciana Schwandner Ferreira

Luciana Schwandner Ferreira é arquiteta e urbanista formada pela FAUUSP. Nos últimos 10 anos tem se dedicado à pesquisa de questões ambientais urbanas com ênfase no papel da vegetação no clima urbano. Atuou como coordenadora de projetos e obras na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente entre 2008 e 2011 e como professora de conforto ambiental e desenho urbano na FIAMFAAM e na Universidade Nove de Julho entre 2012 e 2016. Luciana tem mestrado pela FAUUSP e está concluindo o doutorado na mesma instituição.

Jerâ Guarani

Jerá Guarani, da etnia guarani mbya, é formada em pedagogia e uma das lideranças femininas da aldeia Tenondé Porã, localizada no extremo sul da cidade de São Paulo no bairro de Parelheiros.

Roberto Pompeia

Professor de Graduação desde 2001, tendo ministrados disciplinas de Projeto Arquitetônico, Sistemas Estruturais e Modulares, Resistência dos Materiais e Fundamentos da Arquitetura. Atualmente é Professor de Graduação e de Pós-Graduação, mantendo vínculo com a Escola da Cidade, FAAP e FAM. Mais de 30 anos de experiência como arquiteto, sempre buscando a equilíbrio entre estética, conforto térmico e preservação ambiental. Amplo conhecimento em  sistemas modulares, estruturas em madeira e pré-fabricados cerâmicos. Atuou no Laboratório de Habitação da Unicamp, desenvolvendo projetos sociais em sistemas modulares.

 

Mesa 2

Marcelo Cardoso

Formado em Direito, especializado em Direito Ambiental, Gestão Ambiental e Master em ciências políticas pela Universidade Complutense de Madrid. Mais de 20 anos de experiência no terceiro setor na área socioambiental em temas como: recursos hídricos, saneamento, mudanças climáticas, adaptação, advocacy, educação, governança e assentamentos irregulares.

Paulo Saldiva

Formou-se em medicina na USP, onde atualmente é professor titular do Departamento de Patologia, desde 1996. Desenvolve pesquisas nas áreas de fisiopatologia pulmonar e poluição atmosférica, analisando o impacto da qualidade do ar sobre a saúde da população. É membro do Comitê de Qualidade do ar da Organização Mundial de Saúde e pesquisador do Departamento de Saúde Ambiental da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Juliana Campos

Gestora ambiental e jornalista, com MBA em Marketing e Mestrado em Administração, trabalha há 13 anos com projetos ambientais no Brasil e América Latina, atuando na gestão de organizações do terceiro setor, captação de recursos,  estratégias de comunicação e políticas públicas para integrar questões ambientais nas decisões políticas e de negócios. Por 8 anos, atuou como diretora do CDP, organização responsável pelo maior sistema de divulgação ambiental do mundo, acumulando experiência sobre mudanças climáticas, bem como indicadores ambientais e financeiros.

Marius Lopesini

Marius Lopesini (Dewey Burton) imigrou dos EUA para o Brasil em 1996 como ativista em projeto social de cidadania c/ Capoeira em Mogi Mirim-SP, aluno ouvinte na FFLCH-USP (2000-3), projeto Comunidade do Gelo – SP (2005-2009/2015-2018), projeto Pq. Raposo (2009-2012), PDC83 do Bill Mollison (2011), assitência técnica de permacultura em hortas urbanas, comunitárias, sítios rurais desde 2013, integrante dos coletivos Construções Selvagens, PermaGuaru, Horta do Estradão e Permai’Taim.

 

Mesa 3

Professor Eliseu Gabriel

Eliseu Gabriel, professor de física formado pela USP e autor de livros didáticos, deu aulas no ensino público, em universidades e no Telecurso da TV Cultura. É vereador de São Paulo em seu quinto mandato consecutivo e atual presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal.

Com foco principal na melhoria da Educação Pública, seu mandato também visa a promoção do convívio social em espaços públicos, o desenvolvimento urbano e a conservação ambiental, sendo o vereador que mais propôs e aprovou emendas à Lei de Zoneamento. Mais recentemente foi Secretário de Trabalho e Empreendedorismo da cidade e elaborou, com efetiva participação da sociedade, o projeto de lei da “Política Municipal de Energia Solar”.

Sylvio Barros Sawaya

Livre Docente pela FAUUSP; Doutorado pela FAUUSP; Graduado pela FAUUSP. Diretor da FAUUSP- 2007-10; Professor Titular da FAUUSP a partir de 1999;  Ocupou diversos Cargos na Administração Acadêmica, ministrou várias Disciplinas na Pós-Graduação da FAUUSP. Presidente da OCA-Associação da Aldeia de Carapicuíba a partir de 2000;  Presidente da ABCTerra (Assoc. Brasil. De Construção com Terra), a partir de 2000; Diretor – Presidente do escritório de Arquitetura Cabodá S/C Ltda, a partir de 1999;  Diretor Presidente da Emplasa – Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo, 1986/87 ;  Assessor na elaboração de diretrizes e na implantação de equipes de trabalho na Secretaria de Habitação e Companhia de desenvolvimento Habitacional do estado de São Paulo, 1984/85; Assessor urbano da Prefeitura Municipal de Salvador – Prefeito Mário Kertész, 1981.

Luiz Marques

Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas / FESPSP (1977), Diplôme d’Études Approfondies (DEA) em Sociologia da Arte – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris (1979) e Doutorado em História da Arte – EHESS (1983). Foi Curador-Chefe do Museu de Arte de São Paulo – MASP (1995-1997). Professor Livre Docente do Depto. de História, IFCH, da Universidade Estadual de Campinas. Coordenador do Projeto MARE – Museu de Arte para a Educação (www.mare.art.br). Co-criador e Membro do Comitê editorial da revista Figura. Studi sull’Immagine nella Tradizione Classica (figura.art.br); Co-criador do portal Crisálida. Crises sócio-ambientais. Labor Interdisciplinar Debate & Atualização (crisalida.eco.br). Áreas principais de pesquisa: (1) História da Arte Italiana dos séculos XV e XVI e suas relações com a Tradição Clássica; (2) Pesquisas sobre crises socioambientais.

Denise Duarte

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso (1992), graduação em Música – Habilitação em Piano – Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário (1991), Mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo/EESCUSP (1995), Doutorado (2000) e Livre-docência (2015) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo/FAUUSP. É Professora Titular MS-6 em RDIDP do Departamento de Tecnologia da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde atua desde abril de 1999. É orientadora no Programa de Pós-Graduação da FAUUSP desde novembro de 2003 e Bolsista de Produtividade 2 do CNPq. É Professora Visitante do Erasmus Joint Master´s Degree on Urban Climate and Sustainability – MUrCS (Erasmus+: Higher Education – Erasmus Mundus Joint Master Degrees).

Alejandra Devecchi

Consultora independente na área de urbanismo, planejamento urbano e regional desde Julho de 2013. Como professora universitária, atualmente leciona disciplinas relativas ao desenho urbano e estudos ambientais na Universidade São Judas Tadeu. Nos últimos vinte e cinco anos concentrou sua experiência profissional na área de desenho urbano e planejamento ambiental urbano, ocupando importantes cargos tanto na iniciativa privada como na esfera pública. Durante o período de 2007 a 2010 exerceu o cargo de Diretora de Planejamento Ambiental na Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo. Como Líder de Desenho Urbano na AECOM ( 2010/2013), trabalhou na coordenação do Projeto Nova Luz e em projetos de desenvolvimento de masterplans para várias glebas em diferentes regiões do Brasil.

 

Mesa 4

Pedro Moraes

Possui um MBA em belas artes no Sandberg Institute, Amsterdam, foi residente em Fieldwork:Marfa (TX, EUA) Homesession (Barcelona) HISK (Gent, Bélgica) Mostrou seu trabalho em exposições coletivas e individuais em instituições como Objectif Exhibitions (Antuérpia, Bélgica) Tegenboschvanvreden (Amsterdã), Museu real de belas artes (Antuérpia, Bélgica) Lost&Found (Amsterdã) Bolsa de Arte (São paulo, SP) Galeria vermelho (São paulo, SP) Homesession (Barcelona) Loop Video Festival (Barcelona) Art-Brussels, Kunsthalle Wien(Austria), Cac (Vilnius, Lituania) e na 33 Bienal de São paulo. Em 2018 foi pesquisador no Strelka  instituto para design, media e arquitetura. A partir de 2019 será candidato a PHD na universidade de Goldsmiths(Londres) no departamento de cultura visual.

Luiza Crosman

É formada em Design Gráfico, possui um MA em Arte e cultura contemporânea pela UERJ, e pós graduação em estudos da performatividade no apass (advanced performance and scenography studies – Bruxelas, Bélgica). A partir de conceitos do Design contemporâneo e Teoria de Mídia, o trabalho de Luiza Crosman é especulativo e investiga conceitos como hiperstição – a possibilidade de uma ficção cultural se tornar realidade – e megaestruturas – a composição de escala planetária de infra-estruturas – para contemplar a tração que a arte pode ter em espaços urbanos e futuros incertos. Já participou de exposições coletivas e individuais em instituições como SFMoma (São Francisco, EUA), Constant (Bruxelas, Bélgica), KW (Berlin, Alemanha), CAC (Vilnius, Lituânia) e na 33a Bienal de São Paulo. Em 2017 fundou coletivamente a plataforma educacional BLOCC (Building Leverage Over Creative Capitalism).

Rafael Zanatta

Doutorando pelo Programa de Ciências Ambientais do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo. É Mestre em Direito e Economia Política pela Universidade de Turim (2016) e em Direito pela Universidade de São Paulo (2014)). Foi pesquisador bolsista da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Diest/Ipea, 2013) e pesquisador bolsista da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, onde integrou o projeto Globalization, Lawyers and Emerging Economies (FGV/Harvard, 2013).

Pedro Markun

Hacker,  56o vereador da Câmara de São Paulo, possui trajetória no hackativismo e em grupos que lutam por transparência, Pedro é o primeiro candidato independente do Brasil e tem como pautas a reforma política, a educação política, e ampliação e melhoria dos espaços para participação cidadã.

Thaís Simoni

Formada em Engenharia Ambiental e Sanitária e desde 2014 se especializou em Agricultura Urbana e Permacultura. Além do PDC – Permaculture Design Certificate – fez cursos e capacitações relacionados à: Manejo Ecológico de Águas, Paisagismo, Soluções Sustentáveis, Biossistemas Integrados. Também fez cursos e vivências com Peter Webb, australiano formado em Horticultural Science, Agricultura Biodinâmica e Permacultura – que teve como mentor Bill Mollison, criador da Permacultura. Em 2016 criou a empresa KIVA onde trabalho com Projetos, Consultoria, Cursos e Oficinas em Agricultura Orgânica, Compostagem e Permacultura. E desde 2017 trabalha em parceria com o Prato Verde Sustentável.

 

Mesa 5

Luiz de Campos Jr

Associado-fundador do Instituto Futuro Educação e netweaver da Rede Românticos Conspiradores pela Educação Democrática, é co-criador da iniciativa Rios e Ruas. Tem formação nas áreas das Ciências da Terra, Educação e Comunicação. Trabalha profissionalmente com a temática dos “rios invisíveis” de São Paulo desde 1995, realizando pesquisas, coordenando cursos, oficinas e colaborando na produção de materiais paradidáticos e audiovisuais.

Cláudia Visoni

É jornalista, agricultora urbana e conselheira do Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da Subprefeitura de Pinheiros. Trabalha ainda como voluntária nas hortas comunitárias das Corujas (Vila Madalena) e do Ciclista (Avenida Paulista). Foi eleita em 2018 deputada pelo estado de SP junto da Bancada Ativista.

Cristine Takuá

É filósofa, educadora e artesã indígena, vive na aldeia do Rio Silveira.Na comunidade do Rio Silveira é professora da Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’ e também auxilia nos trabalhos  espirituais  na casa de reza. É também  Fundadora e Conselheira do Instituto Maracá e represente por SP na Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). Também é representante do núcleo de educação indígena dentro da Secretaria de Educação de SP e membro fundadora do FAPISP ( Fórum de articulação dos professores indígenas do Estado de SP.

Guilherme Castagna

Engenheiro Civil (Escola de Engenharia Mauá – 1998) e Permacultor (IPEC – 2003), sócio-fundador da Fluxus Design Ecológico, desde 2006 integra sua formação acadêmica aos princípios de design ecológico na elaboração de projetos de sistemas inovadores de manejo integrado de água. Autor de artigos e inúmeras publicações que atendem públicos que vão do leigo ao técnico, é também palestrante (TedX 2.0, Expo GBC, Verge, Concrete Show, e outros) e ativista,  membro do coletivo PermaSampa, co-fundador da ONG Humanaterra, co-idealizador do Movimento Cisterna Já, diretor técnico da Associação Biosaneamento, e facilitador de cursos para técnicos e leigos, voltados ao empoderamento no cuidado com a Água.

 

 

Evento gratuito com vagas limitadas e emissão de certificados

Será possível a inscrição presencial no dia do evento, mas é bom garantir seu lugar!

Inscrição clique aqui – a partir de 18/04 (inscritos pelo site terão que chegar em até 15 minutos antes do início das sessões, quando será liberada a entrada de inscritos presenciais)

Haverá transmissão ao vivo pela TV Câmara e pelo Facebook (em breve divulgaremos os acessos).

 

faça o download da publicação

 

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Restauração Ambiental Ecológica da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe /restauracao-ambiental-ecologica-da-bacia-hidrografica-do-rio-do-peixe/ /restauracao-ambiental-ecologica-da-bacia-hidrografica-do-rio-do-peixe/#respond Thu, 04 Oct 2018 19:19:36 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=313 Restauração Ambiental Ecológica  da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe

Pesquisa do Grupo Arquitetura e Biosfera EC Águas/ Plataforma habita-cidade

Piloto para desenvolvimento de Projeto de Reestruturação Ambiental Ecológica

 

A Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe, um dos mais importantes rios da Mantiqueira no território paulista, será observada na Pesquisa aqui apresentada quanto aos aspectos positivos e negativos no que se refere às pressões antrópicas nela existentes, tendo em vista a necessidade de reidratação da paisagem face à diminuição da hidráulica dos rios daquela serra que pode ser vista como uma das grandes fontes d’água do sudeste brasileiro.

A Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe é uma província hídrica da serra da Mantiqueira. Está no chamado Circuito das Águas paulista. Ali percebe-se a pressão sobre o chamado Complexo da Mantiqueira, cuja carga hídrica tem diminuído significativamente nos últimos tempos e no qual estão rios utilizados para abastecimento de água das duas maiores cidades brasileiras (São Paulo e Rio de Janeiro), algo que reforça a urgência de ações restauradoras.

A expectativa é a de se perceber e identificar movimentos propositivos apropriados quanto ao cuidado com as suas água e com a manutenção da qualidade desta.

As diferenças de cotas na Bacia em questão abrigam diferentes ambientes ecológicos e, assim, será na presente pesquisa, para efeito de análise e proposições, dividida em três regiões, a saber,

Região 1, junto às nascentes, em Munhoz, MG, onde está a Serra Fina, Alto Rio do Peixe, com cotas acima de 1.000m de altitude, com áreas entendidas como hot spots em função da beleza cênica e valorização por parte dos promotores de turismo – há áreas preservadas, mas há também inserção intensa de espécies exóticas tanto para evocar paisagens europeias no meio urbano, quanto para cultivos na área rural, algo que será tratado dentro da realidade e necessidades econômicas da região, com um olhar atento para os impactos quanto às espécies nativas;

Região 2, junto às cidades de Socorro, Lindóia e Águas de Lindóia (tendo como bordas as cidades de Serra Negra e Monte Sião, correspondendo ao Médio Rio do Peixe  e

Região 3, junto à foz no rio Mogi-Guaçu, próximo a Itapira, Baixo Rio do Peixe.

Ações recentes relacionadas ao turismo de aventura têm se demonstrado ferramentas aliadas da intenção de preservação dos ecossistemas ali ameaçados. Por outro lado, a proliferação de condomínios fechados têm contribuído para desequilibrar ainda mais as dinâmicas ambientais na região, com aceleração de processos de ocupação desordenada.

 

Objetivo Geral da Pesquisa

O objetivo geral da pesquisa sobre a Bacia do Rio do Peixe é o de compreender na região, a partir da fisiologia da paisagem, as dinâmicas das águas: de escoamento, percolação, infiltração, armazenamento, macro e micro climas, na perspectiva da busca de equilíbrio entre ocupação humana e hidrosfera/ biosfera.

Para tanto, ciclos biogeoquímicos serão observados, assim como a ocupação humana – urbanização e agricultura, fertilização e irrigação.

Serão observadas analítica e propositivamente as relações quanto à Macro metrópole paulista, refletidas na ocupação ali empreendida, seja urbana ou rural e nas atividades relacionadas com o turismo que têm sido frequentes.

No que se refere às disciplinas de Arquitetura e Urbanismo, a ideia é a de se empreender um levantamento do histórico da ocupação e referências, além de exemplos de aplicação e possibilidades quanto à chamada infraestrutura verde.

A pesquisa pretende fazer um balanço da dita Economia Verde na região, de projetos para áreas ecologicamente delicadas.

 

Principais aspectos a serem investigados na Pesquisa:

A diminuição do potencial hidráulico de rios como o do Peixe, (contendo corredeiras), ligado ao aquífero Mantiqueira (Circuito das Águas paulista), um dos grandes mananciais do sudeste brasileiro;

Questões locais, como: relação com a infraestrutura turística, quais as consequências sobre a paisagem, e se existem benefícios;

Avanço de modelos de condomínios, exercendo pressões sobre o patrimônio natural da região;

Como a agricultura está participando das ações de valorização da Bacia do rio em foco;

Quais atividades ligadas a ecologia e saúde (Circuito das Águas ) estão beneficiando

a região, e qual o papel da arquitetura

 

Ferramentas/instrumentos pretendidos na Pesquisa:

Produção de Material Didático (Manuais, Maquetes etc) quanto à antropização/ poluição dos rios/ Distribuição Hídrica/ Pressões (das pressões positivas, serão levantados Links de Projetos Locais de Remediação; Ações comunitárias; Educação Ambiental)

 

Procedimentos:

Montagem de estratégias a partir de consulta constante a mapas para

identificação de questões históricas e pressões positivas/negativas

Quanto às disciplinas Urbanismo/ Arquitetura, observação da ocupação e diferenças regionais de pressões nos diferentes municípios

Estudos específicos de segmentos da Bacia Hidrográfica em função de diferenças nas médias de cotas: Munhoz; Serra Negra/ Lindóia; Itapira/ Mogi-Guaçu

 

Referências Bibliográficas:

 

MCHARG, Ian L. Design with Nature. The Natural History Press, New York 1969.

HALPRIN, Lawrence (1989). Design as a Value System. Places, 6(1). Retrieved from https://escholarship.org/uc/item/1zs9q4cm

Landscape designers: Peter Walker & Martha Schwartz

 

 

 

 

Uma primeira ação relacionada à pesquisa Restauração Ambiental Ecológica da Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe

será a viagem “Expedição EC Águas Rio do Peixe”, de 9 a 11 de Novembro de 2018.

 

Proposta da viagem: Primeiro contato para estudos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe, com prática de trilhas na margem do rio, área rural + visita a arquitetura representativa do Circuito das Águas paulista no século XX e ações restauradoras recentes da paisagem.

 

Parceiros

Mundaka – base de turismo ecológico na região, com restaurante e guias para trilhas

Pousada Rio do Peixe

Copaíba – ONG na região que se dedica à proteção sócio-ambiental

 

Programação

9/ Nov sexta feira – chegada Mundaka aprox. 11h, apresentação pesquisa, almoço Mundaka (incluso), tarde: visita Copaíba, lanche em Socorro (não incluso), pernoite chalé Pousada

 

10/Nov sábado – manhã: trilha Mantiqueira; almoço Mundaka (incluso); tarde: visita ao balneário de Águas de Lindóia (custo para utilização da piscina não incluso); lanche em Águas de Lindóia (não incluso); pernoite chalé Pousada

 

11/ Nov domingo – manhã: trilha das Cachoeiras/Fazenda; almoço Mundaka (incluso); volta para SP

 

Integrantes da viagem ficarão em chalés de 4 pessoas cada, transporte está incluso no valor

Custo para alunos interessados R$ 975,00 – Pagamento em 2 vezes – 20/out e 9/nov

(575,00 entrada, 400,00 em 9/11)

 

Professores envolvidos:

Sidney Fernandes, técnico em Meio Ambiente com licenciatura em Geociências e Educação Ambiental, graduado em Desenho Industrial FAAP, pós-graduação Habitação e Cidade (Escola da Cidade), trabalha como paisagista desde 1992

Luis Octavio de Faria e Silva, arquiteto e professor na Escola da Cidade e na USJT, doutorado FAUUSP 2008, coordenador do curso de pós-graduação lato sensu Habitação e Cidade (Escola da Cidade), mediador Plataforma habita-cidade, com Projetos que apontam para o manejo ecológico da paisagem

André Garcia, arquiteto formado pela Escola da Cidade, permacultor atuante na Plataforma habita-cidade, pesquisa atualmente novas possibilidades tecnológicas para a promoção da Sustentabilidade

 

* Não estão inclusos alimentação à noite e custo no balneário de Águas de Lindóia, onde a ideia é ficar na piscina depois de passear pelo parque.

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Projeto Sítio Saíras /projeto-sitio-sairas/ /projeto-sitio-sairas/#respond Mon, 20 Aug 2018 13:41:29 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=299 Localizado no vale do Alto Ribeira, na divisa entre Juquitiba e Miracatu, o Sítio Saíras nasceu, segundo o agrônomo e fenomenólogo Manfred v. Osterroh, responsável por seu manejo, com a dupla encomenda de ser belo e produtivo. Desde dezembro de 2017, ali se estão implantando diversas atividades produtivas numa busca pelo que se decidiu chamar de uma “Estética Tropical”. Nesse sentido, já foram implantados uma horta, um horto, alguns pomares e um bananal. Caminhos foram construídos em nível ao longo do terreno, que é bastante declivoso, apontando-se para um aspecto de “terraços” com aparência pretendida de “trópico cultivado”.

O projeto “Sítio Saíras” tem como objetivo a regeneração de suas áreas até recentemente degradadas por uso descuidado, representando e divulgando alternativas econômicas para a população local, que tem se dedicado a atividades desconectadas das possibilidades e riquezas de sua região. Assim sendo, o Sítio Saíras pretende apoiar a regeneração da paisagem, das pessoas e de suas atividades produtivas, além de ser também utilizado como lugar de terapia para aqueles com traumas em função de situações de emergência e risco, associando dessa forma a regeneração da Terra e dinâmicas terapêuticas para o cuidado e desenvolvimento integral do ser humano.

 

Trabalha-se no manejo do Sítio Saíras com o que se passou a chamar de Agricultura Regenerativa Tropical, associada à ideia de um Paisagismo Regenerativo Tropical. E o que são Agricultura e Paisagismo Regenerativo Tropical? São desdobramentos da aplicação de um método fundamentado na leitura orgânica da paisagem, de suas expressões e seus processos de vida, que aponta para um modo de regenerar o Lugar com seus próprios recursos, sem importar insumos. Trata-se de método que não impõe conceitos e não parte de uma estrutura pré-concebida. Primeiro se observa, aprende-se a linguagem da paisagem, depois se desenham as intervenções.

Jornadas com duração de um dia, num misto de trabalhos práticos leves com rodas de conversa, já foram iniciadas numa parceria do Saíras com a Plataforma habita-cidade, que opera sob a Associação Escola da Cidade. Intuições de projeto têm sido desenhadas e debatidas. Implantação geral preliminar foi estabelecida para debate, tendo sempre o responsável pelo manejo, Manfred v. Osterroht, como facilitador.

Os mantenedores do sítio Saíras são Reinaldo Nascimento e Ariane Castro. O terapeuta social Reinaldo Nascimento usa a chamada “Pedagogia de Emergência” para ajudar pessoas, sobretudo crianças, em situações de risco. Já participou de ações no Nepal, com crianças vítimas de um terremoto em 2015, e no Iraque. Ariane Gianfelice de Castro, médica antroposófica com atuação junto à Associação Monte Azul, na favela de mesmo nome, e médica de família pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família, é geriatra pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), também formada em Cuidados Paliativos pelo Instituto San Camilo de Três Cantos (Madrid – Espanha), e desenvolve terapia psicossomática pela Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. A ideia do casal é, como indicado acima, combinar regeneração da paisagem e do ser humano, empreitada em que são ajudados por Manfred v. Osterroht, agrônomo e fenomenólogo, formado pela ESALQ-USP e com especialização em Agricultura Biodinâmica na fazenda-escola Dottenfelderhoh.

A Plataforma habita-cidade organiza um grupo de projeto para apoio ao Sítio Saíras. Oficinas, encontros para reflexão e debate, desenvolvimento de projeto e acompanhamento de obras, apoio em atividades de plantio e colheita, além de ativismo quanto à proteção do Bioma da Mata Atlântica fazem parte do escopo de atividades pela Plataforma em sua parceria com o Sítio Saíras.

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Final de Semana de práticas permaculturais em Jandira – horta do Núcleo Sagrado Coração /final-de-semana-de-praticas-permaculturais-em-jandira-nucleo-sagrado-coracao/ /final-de-semana-de-praticas-permaculturais-em-jandira-nucleo-sagrado-coracao/#respond Mon, 10 Apr 2017 17:03:18 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=276 Parte da primeira edição de 2017 do curso “Arquitetura na Permacultura”, PDC (Permaculture Design Course) oferecido pela Plataforma habita-cidade junto à Escola da Cidade, práticas foram realizadas pelos alunos e facilitadores durante o primeiro final de semana de Abril.

Algumas estruturas de apoio para a horta do Sagrado Coração foram finalizadas – composteira, parede para ferramentas, bason, pérgula e teto jardim. A horta está situada na faixa desocupada junto a uma linha de transmissão de cabos de alta tensão (linhão) e houve o plantio no sentido de eliminar o risco representado pela radiação dali proveniente.

Astronomia agrícola e preparados biodinâmicos foram objeto de reflexão. Houve procedimentos referentes ao preparado chifre-esterco, que foi enterrado nas proximidades do equinócio de outono e será retirado e dinamizado no equinócio de primavera.

 

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Publicação Jardins Filtrantes – Escola da Cidade Verde /publicacao-jardins-filtrantes-escola-da-cidade-verde/ /publicacao-jardins-filtrantes-escola-da-cidade-verde/#respond Wed, 05 Apr 2017 17:39:28 +0000 http://habitacidade.escoladacidade.org/?p=265 Disponibilizamos em versão digital a Publicação sobre os Jardins Filtrantes Escola da Cidade Verde, instalados com apoio do Instituto Mahle no edifício da Escola da Cidade, no centro da cidade de São Paulo.

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